A Terra adquiriu uma segunda "mini-Lua", do tamanho de um automóvel - revelam os astrônomos que descobriram este objeto celeste orbitando nosso planeta.

Com aproximadamente 1,9 a 3,5 metros de diâmetro, o satélite foi observado na noite de 15 de fevereiro pelos pesquisadores Kacper Wierzchos e Teddy Pruyne, do projeto Catalina Sky Survey (CSS), financiado pela NASA (a agência espacial americana), no estado do Arizona.

"GRANDE NOTÍCIA. A Terra tem um novo objeto capturado temporariamente/possível mini-Lua chamada 2020 CD3", que pode ser um asteroide tipo C [com uma importante composição de carvão, portanto muito escuro]", tuitou Wierzchos na quarta-feira.

O cientista disse que a informação é "importante", porque "é apenas o segundo asteroide conhecido a orbitar a Terra, depois do 2006 RH120, também descoberto pelo CSS.

Sua rota sugere que entrou na órbita terrestre há três anos, acrescentou.

O centro de planetas menores do Observatório Astrofísico Smithsonian, que acumula informação sobre os objetos menores do sistema solar, disse que "nenhum vínculo com um objeto artificial foi encontrado". Em outras palavras: trata-se, sem qualquer dúvida, de um asteroide capturado pela gravidade terrestre.

A dinâmica orbital "indica que este objeto está temporariamente atado à Terra".

O novo vizinho terrestre não está em uma órbita estável e é pouco provável que permaneça nessa posição por muito tempo.

"Está se afastando do sistema Terra-Lua, enquanto conversamos", e deve sair em abril, disse o pesquisador Grigori Fedorets, da Queen's University, de Belfast, à revista "New Scientist".

O único asteroide até então conhecido a gravitar ao redor da Terra, o 2006 RH120, orbitou nosso planeta de setembro de 2006 a junho de 2007.

Agência France-Presse

“Esse número não é definitivo. É muito maior que 132. Ficamos com 213 notificações ainda não analisadas", disse secretário-executivo; há um caso confirmado

Coronavírus (Reuters/Reuters)
O Brasil tem 132 casos suspeitos de coronavírus mas segue com apenas um caso confirmado, de acordo com o último boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (27).

Os dados foram informados pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, que admitiu que o número de suspeitas deve ser muito maior.

“Esse número não é definitivo. É muito maior que 132. Ficamos com 213 notificações ainda não analisadas. Elas podem ser todas consideradas suspeitas ou apenas uma parte, mas dá para a gente avaliar que, na verdade, temos perto de 300 casos suspeitos”, disse Gabbardo.

O ministério tem usado como critérios de determinação de casos suspeitos: ter viajado para um dos 16 países da Ásia, Europa e Oriente Médio com casos da doença; não ter viajado, mas ter tido contato com esses viajantes ou ter tido contato com o caso confirmado no Brasil. Em todas as hipóteses, a pessoa é considerada como um caso suspeito se apresentar febre somada a um sintoma respiratório.

Os 16 países considerados na definição de casos suspeitos são: Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Itália, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos.

O secretário-executivo do ministério reforçou ainda a importância das medidas de prevenção para reduzir os riscos de contaminação da doença.

A lavagem constante das mãos e evitar levá-las ao rosto e, principalmente, à boca; o uso de álcool em gel para esterilização das mãos e o não compartilhamento de utensílios de uso pessoal, como talheres, copos e travesseiros, entre outros.

Campanha
Também foi informado hoje mais cedo que será antecipada a campanha de vacinação contra a gripe por causa do risco de surto.

O anúncio foi feito hoje mais cedo pelo ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

A campanha, inicialmente programada para começar no dia 13 de abril e ser realizada até meados de maio, deverá ter início já em 23 de março, segundo Mandetta.

Embora a gripe seja causada por um vírus diferente (influenza), o objetivo da antecipação é evitar aumento de doenças respiratórias e sobrecarga do sistema de saúde.

O ministro se reúne nesta quinta com o grupo criado para monitorar e coordenar ações contra a propagação do novo coronavírus no Estado.

Nesta terça-feira, 25, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de Covid-19 no Brasil. O paciente é um idoso paulistano de 61 anos de idade que chegou recentemente da Itália.

Ele foi atendido no Hospital Israelita Albert Einstein, encaminhado para isolamento domiciliar e passa bem, segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo.

Da redação com Estadão Conteúdo e Agência Brasil

Com o enredo ‘De Alma Lavada’, escola de samba homenageou As Ganhadeiras de Itapuã, histórico grupo musical de mulheres na Bahia que trabalhavam para comprar alforrias no século XIX


Ao levar a Bahia ao Sambódromo do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro consagrou-se, nesta quarta-feira, campeã do Carnaval carioca. Assinado pelo casal de carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira, o enredo De Alma Lavada homenageou o grupo musical baiano As Ganhadeiras de Itapuã, que faz samba de roda, para abordar o protagonismo feminino na história brasileira. A Vermelho e Branco de Niterói, como é conhecida a Viradouro, volta a levar o título depois de 23 anos —no ano passado, foi vice-campeã com um enredo sobre histórias encantadas—. A escola deixou para trás a Grande Rio, em segundo lugar, seguida de Mocidade, Beija-Flor, Salgueiro e Mangueira. União da Ilha e a Estácio de Sá foram rebaixadas ao Grupo de Acesso em 2021.

O enredo da Viradouro já havia vencido na terça-feira (25/02) o Estandarte de Ouro —premiação de voto popular do jornal O Globo—. “A nossa vida mudou com esse desfile, não só pela mídia, mas pelo nosso próprio autoconhecimento. Nós entendemos que representamos milhões de mulheres que lutam todos os dias pela sobrevivência. Há um crescimento social nisso”, comentou Ivana Soares, produtora da banda As Ganhadeiras de Itapuã ao jornal baiano Correio.

Com alegorias e fantasias luxuosas, a Viradouro foi uma das escolas que mais animou o público da Sapucaí, desde a comissão de frente, que trouxe uma atleta no nado sincronizado, Anna Giulia, como uma sereia em um aquário de sete mil litros de água. A ala das baianas, que representaram quituteiras, com saias bordadas com abarás, acarajés e tapiocas, jogou cocada para a arquibancada.


Com influência do afoxé, ritmo baiano de matriz africana, nos batuques e na melodia, o samba da escola campeã cantou as mulheres escravizadas de Salvador, que, no século XIX vendiam comida e lavavam roupas na lagoa do Abaeté e, com o dinheiro arrecadado, compravam sua própria alforria e a de outras mulheres. Dessa história nasce o grupo d’As Ganhadeiras de Itapuã. Elas foram exaltadas no desfile como as “primeiras feministas do Brasil”.


A Viradouro conquistou público, críticos e jurados ao aliar uma forte tradição cultural, com referências à ancestralidade negra, à atualidade de questões feministas. Foi uma lavada de alma e de bom gosto. Com a proposta de dar um mergulho na Lagoa do Abaeté e no mar de Itapuã, a Viradouro homenageou Oxum, tocando um ijexá —com um atabaque gigante no meio dos ritmistas— em diversos momentos do desfile. “Oh mãe, ensaboa, mãe”, cantava junto com a escola a arquibancada da Sapucaí.


A Viradouro também mostrou a transformação dos terreiros em ateliês onde as mulheres realizavam manufaturas e fez um passeio pelas manifestações folclóricas que influenciaram o surgimento d’As Ganhadeiras de Itapuã. O desfile foi encerrado com o setor Os tesouros do Brasil, que homenageou outros grupos folclóricos formados por mulheres.

EL País


Quem usa o cartão de crédito no exterior vai poder calcular com mais precisão o custo das compras internacionais a partir da próxima semana. É que, neste domingo, 1º de março, entra em vigor uma norma do Banco Central (BC) que muda a forma de cobrança dessas transações. Os cartões passam a ser obrigados a usar a cotação do dólar do dia da compra — e não mais do dia de vencimento da fatura — para converter o valor das compras para o real.

A mudança pretende dar mais previsibilidade aos consumidores que usam o cartão no exterior. Hoje, o cliente só sabe quando vai de fato pagar pelas compras no dia do pagamento da fatura. Quem aproveitou as férias de janeiro para fazer uma viagem internacional, por exemplo, provavelmente teve uma surpresa desagradável quando recebeu a fatura deste mês. Afinal, viajou quando o dólar estava cotado a cerca de R$ 4,20, mas terá que converter todas as compras feitas nesse período por um dólar de R$ 4,44 se a fatura vencer nesta semana.

Esse consumidor ainda poderia ter que pagar um resquício da diferença no próximo mês: como a fatura fecha 10 dias antes do prazo de pagamento, os cartões usam o dólar do dia de fechamento para mandar a conta do consumidor, mas cobram ou abatem a variação da moeda ocorrida nos dias até a data do pagamento.

“Os gastos feitos em moeda estrangeira nos cartões de crédito internacionais terão seu valor fixado em reais pela taxa de conversão vigente no dia de cada gasto realizado. Dessa forma, o cliente ficará sabendo, já no dia seguinte, quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente. A medida aumenta a previsibilidade para os clientes em relação ao valor a ser pago, evitando o efeito da variação da cotação da moeda estrangeira entre o dia do gasto e o dia de pagamento da fatura”, explicou o Banco Central, quando emitiu a nova norma, por meio da Circular nº 3.918, de novembro de 2018.

Na época, a autoridade monetária deu um prazo de 15 meses para os emissores de cartão se adaptarem à nova regra. Nesse período, só a Caixa Econômica Federal ofereceu a possibilidade de o cliente “segurar” o dólar do dia da compra para não ser surpreendido pela cotação do dia do pagamento da fatura.

Variações
“O valor que você vai pagar de fato pode aumentar 5%, 10% hoje em dia”, confirmou o educador financeiro Jônatas Bueno, observando que essas variações são sentidas sobretudo em momentos de volatilidade do dólar, como o atual. Ele classificou a medida como positiva. “Hoje, você faz uma compra e torce para o dólar não subir até o dia da fatura. Agora, poderá avaliar a cotação do dólar para decidir o dia de fazer a compra. Vai funcionar da mesma forma que acontece com as compras domésticas: você avalia se está caro ou barato antes de fechar negócio”, disse Bueno. Ele explicou que será possível fazer esse cálculo nas viagens internacionais e, sobretudo, nas compras on-line realizadas em sites estrangeiros.

Para facilitar essa avaliação, o Banco Central ainda determinou que os cartões devem informar o valor da cotação diária do dólar na fatura e também por meio de seus canais de atendimento. Os bancos prometem informar a taxa diariamente por meio dos sites e aplicativos. É importante ficar atento a essa taxa, pois ela não é a mesma do dólar comercial. Os bancos usam a média da cotação diária (o chamado dólar Ptax, que é calculado pelo Banco Central) para fazer a conversão do valor das compras para o real, e acrescentam a esse montante o custo operacional da transação, o chamado spread.

Cai estimativa de crescimento
O avanço do coronavírus pelo mundo fez o mercado financeiro rebaixar novamente a projeção de crescimento da economia brasileira para 2020. O Boletim Focus desta semana, no qual o Banco Central reúne as previsões de uma centena de analistas, explica que a perspectiva de alta do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano, que já foi de 2,5%, agora é de apenas 2,2%.

A perspectiva de crescimento do PIB vem sendo revista para baixo há algum tempo. Na semana passada, por exemplo, caiu de 2,30% para 2,23%. E, agora, para 2,20%. Os analistas estão preocupados com os possíveis impactos econômicos da epidemia de coronavírus, que podem segurar ainda mais o já lento ritmo de recuperação da economia brasileira.

O que tudo indica, o viés de baixa deve continuar nas próximas semanas. Afinal, os resultados divulgados nesta quarta-feira (26/2) pelo BC foram coletados antes do carnaval. Antes, portanto, do derretimento das bolsas mundiais registrado desde o início desta semana.

Impacto
“O cenário continua sendo de queda, porque, apesar de o coronavírus estar se alastrando de maneira bastante rápida, ainda não se sabe como a epidemia vai afetar a economia global”, afirmou Bruno Fernandes, professor do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília. Ele acredita que o impacto não será pequeno.

“As principais economias do mundo têm passado por um processo de desaceleração, e isso reduz a demanda pelas exportações brasileiras”, acrescentou o economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, lembrando que o Brasil é um grande exportador de commodities, cujos preços já estão caindo por causa da desaceleração da economia chinesa. “Isso impacta negativamente a economia nacional, porque afeta a receita e a produção das empresas brasileiras”, explicou.

O Focus também deve precificar a recente alta do dólar nas próximas semanas. A revisão começou nesta quarta-feira (26/2), porém de forma tímida, segundo os especialistas.Os analistas ouvidos pelo BC elevaram a projeção do câmbio médio deste ano de R$ 4,10 para R$ 4,15 — valor inferior ao da atual cotação do dólar, que já subiu mais de R$ 0,40 neste ano e nesta quarta-feira (26/2) terminou o dia em R$ 4,44.

Já inflação de 2020 foi revisada para baixo, por conta da dificuldade da economia brasileira para se recuperar. A projeção do Focus, que já beirou os 3,50%, saiu de 3,22% para 3,20%, ainda mais longe do centro da meta estipulada pelo BC, que é de 4% neste ano. Mesmo assim, a projeção da taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 4,25% ao ano.

Correio Braziliense


Uma aposta de Fortaleza e outra de Rio Branco (AC) foram as duas vencedoras do concurso 2.237 da Mega-Sena. Cada uma delas acertou os seis números no sorteio deste quinta-feira (27) e vão receber um prêmio de R$ 105.826.358,87.

As dezenas sorteadas foram: 11 - 20 - 27 - 28 - 53 - 60.

Este foi o terceiro maior prêmio já sorteado pela Mega-Sena em sorteios regulares, ou seja, excluindo a Mega da Virada, sorteada sempre nos dias 31 de dezembro. 

Outras 263 apostas do sorteio desta quinta-feira acertaram a quina, recebendo R$ 44.509,85 cada. Já a quadra teve 15.054 ganhadores, levando R$ 1.110,86 cada uma. 

O próximo concurso ocorre no sábado (29) e tem prêmio estimado de R$ 3 milhões. 



Com a disparada do dólar comercial nesta quinta-feira, o dólar turismo é vendido por 4,70 reais em São Paulo, segundo o comparador de taxas MelhorCâmbio.com. Para compras em cartões pré-pagos, a cotação chega a R$ 4,93.

A alta do dólar frente ao real é reflexo do aumento dos temores sobre a expansão do coronavírus na China e no mundo. O aumento de casos confirmados na Europa e o primeiro no Brasil aumentam a aversão a risco e abalam o mercado.

Após o dólar comercial fechar em alta de 1,16% nesta quarta (26), cotado a 4,444 reais na venda, e atingir o maior valor nominal de sua história, a moeda americana opera em alta. Às 10h59, o dólar avançava 0,866% e era negociado por 4,4826 reais na venda.

O que fazer?
Para diminuir os prejuízos diante do cenário, quem pretende viajar e precisa comprar dólar deve continuar atento ao noticiário. Mas qual é a melhor hora para comprar a moeda?

Não é possível travar uma data de melhor compra, já que a moeda é flutuante. O ideal é deixar um dinheiro reservado para comprar a moeda aos poucos, assim o tíquete médio de compra diminui.

Exame


A 1ª fase da Operação Subscriptio realizada na sexta-feira (21) resultou na apreensão de vários objetos utilizados em atividades cartorárias no bairro Maraponga. Cinco despachantes foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos e liberados em seguida. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (27) pela Secretaria da Segurança Pública.

De acordo com a SSPDS, as investigações iniciaram em 2019 a partir de denúncias que indicavam a existência de um cartório em Fortaleza que atuava de forma clandestina no bairro Maraponga. De posse das informações, os policiais civis chegaram no estabelecimento e econtraram cinco despachantes trabalhando. Os cinco foram levados para 11º Distrito Policial para prestar esclarecimentos e foram liberados.

Foram apreendidos no local selos, carimbos, cartões de autógrafos e de reconhecimento de firma, dinheiro em espécie, dentre outros objetos utilizados no exercício de atividades cartorárias. Havia documentos de Fortaleza e de Mulungu, cidade do interior.

A Polícia Civil investiga a participação de outros envolvidos.

Diário do Nordeste


O Ibama (Instituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) informou nesta quinta (27) que o navio encalhado na costa do Maranhão, contratado pela Vale, tem 4.000 toneladas de óleo combustível. As autoridades tentam acelerar o processo de retirada, para evitar um desastre ambiental.

O volume de combustível no navio é quase equivalente às cerca de 5.000 toneladas de resíduos oleosos (óleo misturado a areia e água) recolhidas nas praias do Nordeste após vazamento de origem não identificada em 2019.

Ainda não há sinais de vazamento no Maranhão, mas especialistas alertam para o risco de rompimento do casco da embarcação. Segundo a Vale, são 3.500 toneladas de óleo residual e 140 toneladas de óleo destilado.

O navio Stellar Banner deixava o terminal da Ponta da Madeira rumo à China quando sofreu avarias no casco após tocar o fundo do mar. Para evitar naufrágio, o comandante encalhou a embarcação em um banco de areia a cerca de 100 quilômetros da costa.

Segundo a Vale, o Stellar Banner carrega 294,8 mil toneladas de minério de ferro. Ele mede 340 metros de comprimento, o equivalente a três campos de futebol, e tem 55 metros de largura.

Seu tamanho é um dos fatores que amplia o risco de vazamento, já que a distribuição irregular do peso da carga ou a força das ondas pode provocar a ruptura do casco.

Nesta quinta, quatro rebocadores prestavam apoio no local. Um deles ajudava a manter o navio na posição em que se encontra. A Marinha confirmou aberturas na proa do navio, mas ta mbém diz que ainda não há sinal de vazamento.

Ainda não há prazo para o início da operação de retirada do óleo - que geralmente é feita com o apoio de barcaças, que recebem o produto dos tanques dos navios.

A Vale informou que pediu à Petrobras embarcações recolhedoras de óleo no mar e está contratando barreiras de contenção, para o caso de vazamento. O Ibama sobrevoou a área por volta das 16h desta quinta.

Segundo o coordenador de Atendimento a Acidentes Tecnológicos e Naturais do Ibama, Marcelo Amorim, inspeção visual não identificou manchas de óleo perto do navio. Devido ao clima, porém, não foi possível usar os sensores da aeronave.

A equipe sobrevoou também praias que poderiam ser atingidas por eventual vazamento, de acordo com simulações de maré, e também não encontraram sinais de poluição por óleo. Novo sobrevoo será feito nesta sexta (28).

Pela manhã, as autoridades se reuniram para discutir o processo de resgate com a Vale e a Ardent Global, empresa contratada pela dona do navio. Segundo a Marinha, a Ardent está realizando inspeções das condições estruturais do navio.

Caso a retirada do óleo seja bem sucedida, o próximo passo é tentar flutuar artificialmente o navio, para transporte até o terminal, onde o minério seria retirado. Todo o processo, porém, depende da manutenção das condições estruturais do casco.

Em nota distribuída nesta quinta, a Polaris diz que o Stellar Banner "entrou em contato com algo não identificado no fundo do mar", o que levou a danos em tanques de água e espaços vazios em seu casco - trata-se de um navio de casco duplo, que é uma proteção extra contra colisões. "Acredita-se que os porões de carga esteja intactos e a situação está sob controle", afirmou a companhia.

Sediada em Seul, a Polaris é uma empresa especializada no transporte de minério de ferro, que tem em sua frota 36 navios. Deles, 27 deles são da mesma classe do Stellar Banner.

Em 2017, um navio de sua frota, Stellar Daisy, afundou na costa uruguaia quando levava 260 mil toneladas de minério da Vale para a China. Apenas dois dos 24 tripulantes foram encontrados. Eles haviam escapado em um bote salva vidas.

Folhapress


Uma passageira identificada como Elisângela Cavalcante de Miranda morreu após uma colisão frontal entre uma caminhonete e uma carreta no Km 233,9 da BR-010, entre Governador Edson Lobão e Imperatriz, no sudoeste do Maranhão.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta do meio-dia desta quinta-feira (27). A caminhonete seguia no sentido Imperatriz da rodovia e invadiu a contramão, batendo de frente com uma carreta que vinha no sentido contrário.

A PRF ainda não sabe o que teria motivado o motorista da caminhonete a mudar a direção para a contramão. Elisângela Cavalcante, que era passageira da caminhonete, morreu no local.

G1 MA

Acidente aconteceu no inicio da tarde desta quinta (27), entre os municípios de Maranhãozinho e Governador Nunes Freire.

Carro ficou destruído após colisão com ônibus na BR-316, no Maranhão — Foto: Neto Weba
Uma pessoa morreu durante uma colisão entre um ônibus da empresa Real Maia e um veículo de passeio no inicio da tarde desta quinta-feira (27) na BR-316, entre os municípios de Maranhãozinho e Governador Nunes Freire, a 236 km de São Luís.

O motorista do veículo de passeio, ainda não identificado, morreu ao ficar preso nas ferragens. No veículo ainda estavam uma mulher e uma criança, que ficaram feridos e foram socorridos. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

G1 M


Em entrevista em uma área reservada do Camarote do Bar Brahma no Anhembi na madrugada deste domingo (23), Zeca Pagodinho se mostrou desgostoso com o Brasil de Jair Bolsonaro e o patrulhamento sobre o Carnaval.

“Tá tudo muito ruim, cara. Só tá deixando a gente triste. As crianças sem escola, sem hospital. Não tem nada. Aí vem agora uma meia dúzia de bobão falando do Cacique de Ramos [o bloco carioca foi criticado em redes sociais por usar fantasias de indígenas]. Tô desanimado”, disse a Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Aos 61 anos, o sambista diz que pretende diminuir o ritmo para “viver a minha vida, o meu neto”.

“Estou trabalhando há 35 anos. Não dá pra ficar fazendo cinco, seis shows por mês. Aí todo mundo [vai] gastando o meu dinheiro e eu mesmo… Né? Eu mesmo não gasto isso tudo. Ué, não vou a lugar nenhum. Qual é o meu luxo? Tomar um vinho e uma cerveja. A cerveja, a Brahma me dá”, disse Zeca.

Revista Fórum


Estados Unidos – Morreu nesta segunda-feira (24), Katherine Johnson, uma das matemáticas da Nasa que ajudou a colocar em órbita a Apolo 11, a nave que levou o homem à Lua pela primeira vez. Katherine tinha 101 anos.

Katherine foi uma das mulheres negras que formavam uma equipe no Centro de Pesquisa Langley para calcular a trajetória nos primeiros lançamentos espaciais, operações que hoje são feitas por computadores.

Foram seus cálculos que ajudaram a missão Apolo 11 a ter sucesso e Neil Amstrong a pisar na Lua, em 1969, mas também os que estabeleceram a trajetória da primeira viagem ao espaço de um americano, Alan Shepard (1961). A Nasa reconhece que nada disso seria possível fazer sem Katherine e seu amor pela matemática.

“Barbie” já produziu uma linha de bonecas em homenagem a matemática. (Foto: Divulgação)
Cinema
A vida e as missões de Katherine e sua equipe foram contadas no filme “Estrelas Além do Tempo”, em 2016, inclusive sendo um dos indicados ao Oscar do ano seguinte. No longa, Katherine foi interpretada pela atriz Taraji P.Henson.

Ela nasceu no dia 26 de agosto de 1918 em White Sulphur Springs (Virgínia, EUA), que aos dez anos já cursava o ensino médio.

Entrou para a Universidade Estadual de West Virginia onde se graduou em Matemática e Francês com honras máximas em 1937 e aceitou um trabalho como professora em uma escola pública para negros.

A longa carreira da matemática foi homenageada em 2015, quando o presidente norte-americano (da época) Barack Obama entregou a Medalha da Liberdade, a condecoração civil mais importante do país, quando ela já estava com 97 anos de idade.

Katherine Johson recebe a Medalha da Liberdade de Barack Obama em 2015 — Foto: Carlos Barria/Reuters
Diário do Vale

Depois de se vestir de policial, Claudia Leitte homenageou Madonna no segundo dia de Carnaval de Salvador.

Usando um maiô dourado e meia-calça de bolinha preta, a cantora apareceu "voando" no circuito Barra-Ondina, nesta sexta-feira (21).

Leitte foi içada por um guindaste para subir no trio-elétrico. Ela fez coreografias no ar e foi ovacionada pelo público.

No Instagram, a cantora escreveu: "Hoje no #CarnavalClaudiaLeitte a homenagem a uma mulher revolucionária no cenário musical e que dispensa apresentações: Madonna, uma das maiores mulheres de todos os tempos." (Folhapress)

Ator Kadu Moliterno, de 67 anos, passou por um sufoco ao andar de bicicleta no condomínio onde mora no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O famoso acabou sendo atropelado por uma moto e foi hospitalizado.

Segundo informações da colunista Fábia Oliveira, do jornal 'O dia', o artista passa bem, mas segue repousando por conta das dores na coluna ocasionadas queda durante o acidente.

O último trabalho como ator na televisão foi a novela 'Topíssima', da RecordTV. Kadu foi dispensado pela Globo em 2015 após 35 anos de casa.

Notícias ao Minuto

Apesar de descumprirem a Constituição, policiais militares de várias partes do país acreditam que, nesta nova onda de mobilizações, serão anistiados, como ocorreu em ocasiões anteriores. No momento, seis estados enfrentam reivindicações da categoria

Policiais encapuzados cruzaram os braços em Fortaleza: movimento acendeu alerta sobre a dificuldade do governo de enfrentar o movimento. (foto: João Dijorge/Photopress/Estadão Conteúdo)
O motim de policiais militares no Ceará, que fez explodirem os índices de criminalidade e desafia as autoridades locais, acendeu o alerta sobre a dificuldade de enfrentamento de um protesto que é, ao mesmo tempo, violento e ilegal. Com um crescente prestígio junto aos Poderes da República, PMs de várias partes do país estão mais encorajados a violar a Constituição para reivindicar direitos, nem que para isso tenham que deixar a população à mercê da violência. A categoria tem também a confiança de que, a exemplo de greves anteriores, pode voltar a receber a anistia do Estado.

O governador cearense, Camilo Santana (PT), rejeitou a proposta de perdão aos amotinados apresentada por lideranças do movimento e determinou uma série de punições. Mesmo assim, a pressão pela anistia permanece presente nas negociações. Em 2017, uma lei sancionada pelo então presidente Michel Temer anistiou integrantes da segurança pública de diversos estados que realizaram paralisações. Na ocasião, o país havia se deparado com uma greve de policiais do Espírito Santo. Além de depredação do patrimônio público e da explosão do número de homicídios, houve denúncias do envolvimento de policiais em casos de assassinato.

Ao longo de 20 dias de aquartelamento, que teve início em 4 de fevereiro daquele ano, 219 pessoas morreram de forma violenta no estado. De acordo com o texto da lei, grevistas de 22 unidades da Federação receberam anistia concedida pelo governo federal.

Projeto
Na semana passada, o Senado aprovou regime de urgência para projeto que concede anistia aos policiais militares do Espírito Santo, Ceará e Minas Gerais que participaram de motins nos anos de 2011 e 2018. No caso de Minas Gerais, agentes penitenciários e policiais civis também são beneficiados.

O requerimento de urgência foi apresentado pelo senador Marcos do Val (PPS-ES). A expectativa é de que o texto seja votado depois do carnaval. Há dois anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que é ilegal qualquer greve de policiais, inclusive da Polícia Civil. No mesmo julgamento, a Corte definiu que o Estado é obrigado a participar de negociações com as associações que representam essas categorias.

O jurista Thiago Sorrentino, professor de Direito do Estado do Ibmec/DF, destaca que a concessão de anistia não é automática, e depende mais de uma vontade política do que jurídica. “Somente a União pode conceder esse tipo de anistia. Mas a iniciativa precisa partir do Congresso Nacional e, posteriormente, deve ser sancionada pelo presidente da República. Os governos estaduais podem atuar em alguns processos administrativos. Mas neste caso, não podem ter consequências penais envolvidas”, explica.

Sorrentino destaca ainda que a punição para o ato de greve ou motim está prevista no Código Penal Militar e pode ser aplicada independentemente de o agente de segurança participar de crimes mais graves, como dano ao patrimônio público. “Só o fato de parar já representa crime. Dentro da estrutura militar, há o princípio da hierarquia. E a violação desse item é extremamente grave. Para civis, às vezes é difícil entender, pois temos o direito de argumentar, de fazer um contraponto. No entanto, no meio militar, tem o sistema de hierarquia para garantir a ordem”, completa.

Incensada por prefeitos, governadores, parlamentares e, principalmente, pelo presidente da República, a instituição Polícia Militar passou a exercer forte influência política no país, ao mesmo tempo em que virou motivo de preocupação para a própria segurança pública. O prestígio dos agentes das forças de segurança foi fortalecido durante a campanha eleitoral de 2018, quando a bandeira do combate à criminalidade dominou os debates. O presidente Jair Bolsonaro foi um dos principais beneficiados com essa plataforma, ao lado de governadores como o de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Sobre esses dois estados, políticos e especialistas apontam um aumento da ocorrência de casos de abuso de autoridade e de insubordinação. Segundo entidades representativas dos policiais, de nada vale o afago das autoridades se as demandas da categoria não são atendidas.

Líderes dessas associações admitem que o motim de policiais no Ceará pode ser replicado em outras partes do país caso os governadores insistam em não negociar os pleitos da categoria. Além do Ceará, pelo menos cinco unidades da Federação passam por processos de negociação de aumento salarial de policiais — incluindo os civis — e bombeiros militares: Paraíba, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Piauí. Na Paraíba, houve uma paralisação de 12 horas na semana passada, e os manifestantes saíram às ruas para esvaziar pneus de viaturas da PM. Além disso, fizeram piquetes para impedir o trabalho de quem não aderiu ao protesto.

Apesar de reconhecerem que a Constituição proíbe os agentes de segurança de se sindicalizarem e de fazerem greve, lideranças de entidades representativas dizem que as paralisações são necessárias como resposta ao não atendimento às necessidades básicas desses profissionais. Marco Prisco Caldas Carvalho, presidente da Associação Nacional de Praças (Anaspra), afirmou, em entrevista ao Correio, que “o movimento no Ceará é ilegal, mas não é imoral”.

“Os salários são baixos; não há uma carga horária, o regime é escravo. Esses policiais militares estão fazendo um bem à sociedade cearense ao alertarem que não dispõem das condições necessárias para proteger a vida das pessoas”, diz Prisco. Segundo ele, muitos governadores se aproveitam do fato de os policiais serem proibidos de fazer greve para adiar as negociações com a categoria.

Limite
“O que está acontecendo em vários estados no país, com policiais mobilizados para assegurar os seus direitos, não é uma ação em bloco, mas o reflexo de que a situação chegou ao limite do insuportável. Os policiais militares dedicam sua vida ao próximo diariamente. Mas qual é o preço da vida do policial?”, questiona o representante da Anaspra. Ele também reclama do fato de o Código Penal Militar, editado à época do Ato Institucional nº-5 (AI-5), durante a ditadura militar (1964-1985), continuar em vigor após a promulgação da Constituição de 1988.

“Todas as outras categorias foram beneficiadas com a Constituição, e apenas nós continuamos proibidos de pleitear os nossos direitos”, diz Marco Prisco. Entretanto, ele comemora a sanção, pelo presidente Jair Bolsonaro, no final de dezembro, da lei que extingue a prisão disciplinar para policiais militares e bombeiros. A lei havia sido aprovada pelo Senado.

Já o presidente da Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares (Anermb), sargento Leonel Lucas, afirma que a falta de uma abertura ao diálogo dos governadores não é de agora. “Para se ter uma ideia, na Paraíba, onde houve recentemente uma paralisação de 12 horas, a promessa do governo de negociar vem desde junho de 2019. Em Santa Catarina, os policiais estão há seis anos sem reajuste. Não podemos descartar, diante desse termômetro, a ocorrência de novos motins no país”, diz Lucas.  “Os governadores não estão tendo sensibilidade para tratar de um tema altamente sensível como a segurança pública”, critica.

Correio Braziliense