Brasil – O governo brasileiro, por meio da estatal Petrobrás, mantinha um patrocínio mensal de R$ 13,5 milhões de reais (€$ 3 milhões) para colocar o nome da estatal no capacete dos pilotos da McLaren. Ao longo de um ano o valor do patrocínio superou R$ 160 milhões.

Entretanto, nesta quinta-feira (16) o Ministro da Cidadania, Osmar Terra , disse que “não tem o mínimo sentido. Um absurdo. Esse valor todo para ter o nome pequeninho no capacete” (a imagem abaixo mostra onde o nome da Petrobrás aparece).

Sendo assim, ministro conversou com o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, e decidiu cortar o patrocínio da Petrobras no capacete de pilotos da McLaren. Com informações da Veja.


presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou um programa de demissão voluntária estimulada (PDVE) para desligar até 3.500 empregados. De acordo com a instituição financeira, 28 mil funcionários são elegíveis e podem aderir ao plano. A Caixa tem hoje 96.361 mil funcionários, dos quais 84.952 são empregados e 11.409 são estagiários ou aprendizes. 

iniciativa do banco público mira colaboradores que estão na matriz, em Brasília, e em escritórios regionais em todo o País. Empregados que atuam na rede de agências do campo não estão contemplados. O banco tem 4.170 agências e postos de atendimento em todo o País. 

O prazo de adesão será entre segunda-feira e o início de junho. Para atrair empregados, a Caixa vai oferecer 9,7 salários, limitados a R$ 480 mil. Esse pagamento será realizado em uma parcela única, sem incidência de imposto de renda e de encargos sociais, junto com as verbas rescisórias.

Os empregados que se aposentarem até o fim deste ano e que aderirem ao programa terão direito a permanecer no plano de saúde do banco. Já os funcionários que saírem poderão ter cobertura por 24 meses, sem possibilidade de prorrogação.

É o primeiro programa de demissão lançado na gestão de Pedro Guimarães, que assumiu o comando do banco no início do ano com foco em "governança e redução de custos".

Cortes
Nos últimos dois anos e meio, a Caixa realizou três programas de demissão voluntária. Mais de mais de 10 mil funcionários aderiram, gerando uma economia anual de R$ 2 bilhões. Como reflexo dos programas anteriores, a Caixa gastou 3,6% menos com pessoal no ano passado, ou R$ 21,635 bilhões. Somente em 2018, 2.228 empregados deixaram a empresa.

Guimarães pretende cortar R$ 3,5 bilhões em compras no banco. Nos primeiros 20 dias no cargo, ele trocou todos os vice-presidentes, 38 dos 40 diretores e 74% dos 84 superintendentes regionais.

Outra ação na linha de redução de custos anunciada na última quinta-feira, durante transmissão com o presidente Jair Bolsonaro na internet, foi a devolução de parte dos edifícios públicos que a Caixa ocupa. Em Brasília, serão devolvidos dez prédios, de um total de 15, até o fim deste ano. 

Em contrapartida, a Caixa pretende chamar parte das 6 mil pessoas aprovadas em concurso público de 2014. Os funcionários serão contratados pelo regime CLT, sem regime de estabilidade. 

Estadão Conteúdo


Uma foto que parece mostrar a imagem de Jesus Cristo no céu, tirada por Mónica Aramayo antes de começar uma tempestade em San Salvador de Jujuy (Argentina), se tornou viral através das redes sociais.

                 

Em declarações ao jornal on-line Todojujuy.com, Aramayo explicou que "tirei a foto na tarde do dia 18 de outubro de 2018, entre as 18h e 19h, quando cheguei do trabalho". Depois, decidiu postá-la em sua conta do Facebook e compartilhá-la através do WhatsApp.

A imagem viralizou esta semana nas redes sociais, onde os usuários imediatamente compararam a foto com a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Outras pessoas indicam que é o Messias usando uma coroa e com os braços estendidos.

Aramayo havia tirado várias fotos, mas não tinha percebido o que havia retratado no momento. "À noite, eu olhei as fotos. Também fiquei surpresa ao encontrar essa imagem", disse.

Para a mulher, "a foto foi um presente da natureza", acrescentou.

"O que me impressionou foi o raio de sol que entrava no meio das nuvens, como se fosse começar uma tempestade", manifestou Mónica Aramayo, assegurando que a foto não tem retoques e que não sabe usar programas de edição de fotografias.

Comentou também que lhe pediram a imagem para que um cientista italiano possa examiná-la. “Pediram a minha foto para um cientista italiano que se dedica a estudar imagens religiosas e que aparecem nas nuvens, árvores, pedras e outros meios”, assinalou.

ACI


Tramita na Assembleia Legislativa um projeto de autoria do deputado David Durand (PRB) que quer proibir a cobrança de ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre as Prestações de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) nas contas de serviços públicos estaduais, como luz, telefone e gás de igrejas e templos religiosos. De acordo com o texto, nos casos em que o imóvel não for próprio, a comprovação do funcionamento se dará através do contrato de locação

Para efeito da Lei, são definidas as contas relativas a imóveis ocupados por igrejas ou templos de qualquer culto, formalmente constituídos. Ainda segundo o texto, os templos e igrejas deverão requerer, junto às empresas prestadores de serviços públicos, a isenção de cobrança do imposto, a partir da vigência da Lei. 

Em sua justificativa, Durand explica que a Constituição Federal, em seu Art. 19º, proíbe ao Estado “embaraçar o funcionamento das igrejas ou cultos religiosos”. “Tal vedação é fruto do princípio da liberdade religiosa em que é fundada a sociedade e o ordenamento jurídico”, explica. 

O parlamentar destaca, ainda, que o Supremo Tribunal Federal (STF)já julgou improcedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra Lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná que versa sobre o mesmo assunto. Ele salienta, também, que a proposta do Legislativo paranaense, inclusive, serviu de parâmetro para a propositura em tramitação no Ceará. 

A decisão do STF, porém, é de 2010, e outros vereditos contrários foram dados a propostas semelhantes nos últimos anos. Em 2018, o ministro Alexandre de Moraes, concedeu liminar para suspender Lei de Rondônia que impedia a cobrança do imposto sobre as contas de luz, água, telefone e gás de igrejas e templos religiosos. Na, o magistrado entendeu que a norma oferece risco orçamentário ao estado. 

Câmara dos Deputados, por outro lado, no início de maio, aprovou projeto que prorroga por mais 15 anos os benefícios fiscais concedidos a igrejas, a templos de qualquer culto,  Santas Casas e a instituições beneficentes. 

Pelo projeto, igrejas e instituições ficarão isentas do pagamento do ICMS. O texto foi aprovado por 382 votos a 6 e agora seguirá para análise do Senado

Diário do Nordeste

Acidente foi na tarde dessa sexta-feira (17), na BR-316 em Peritoró. De acordo com a PRF-MA, apenas o motorista do veículo ficou ferido.
Van do cantor Wesley Safadão tomba na BR-316 no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA)
Um acidente envolvendo uma van do cantor Wesley Safadão foi registrado na tarde dessa sexta-feira (17) no km 436,4 da BR-316, no município de Peritoró, localizado a 236 km de São Luís. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA), o motorista do veículo ficou ferido.

Ainda segundo a PRF, o condutor que não foi identificado, perdeu o controle do veículo que saiu da pista e tombando. Ele sofreu apenas escoriações no rosto, braço e perna.

O van com placa de Pernambuco é usado como apoio da equipe do cantor para divulgação e venda de CDs e DVDs.
Acidente foi registrado na tarde desta sexta-feira (17), no município de Peritoró (MA). — Foto: Reprodução/Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA)

G1 MA




Após 17 anos foragido, o cearense Cícero Luiz da Silva (“Cícero Bombaça”), 49, foi preso na cidade de Queimados, no Rio de Janeiro, no fim da tarde desta sexta-feira (17). Contra ele havia um mandado de prisão em aberto expedido em 2004, por conta de um homicídioocorrido em 2002, no município de Brejo Santo. A vítima era filho de um policial e irmão de dois PMs.

Cícero Bombaça foi capturado em uma ação conjunta da Polícia Militar do Ceará e do Rio de Janeiro. Ele foi localizado em frente uma residência no bairro carioca Vila Guimarães, depois da troca de informações entre os agentes de segurança dos dois estados.

Conforme o major Lucivando Rodrigues, comandante da 3ª Cia do 2º BPM, Cícero era considerado um dos homens mais procurados da Justiça de Brejo Santo. Depois da captura ele foi conduzido à 55ª DP e posteriormente à 52ª DP Central de Flagrantes, no Rio, onde está preso.

Crime
Em maio de 2002, Gilmar Felicio dos Santos foi morto a tiros por Cícero Bombaça em um bar  na Rua  Manoel Leite de Moura, no Centro de Brejo Santo.

De acordo com o major Lucivando Rodrigues, o homicídio foi motivado por vingança. Cícero acreditava que a vítima havia o denunciado para a polícia, causando sua prisão dias antes, por porte ilegal de arma.

A captura de Cícero Luiz da Silva foi feita dois anos antes do crime prescrever.

Prisão de Cícero foi feita dois anos antes do crime prescrever. Foto: Arquivo pessoal
Diário do Nordeste

Um homem foi assassinado com pelo menos 10 tiros na Avenida C do Conjunto Aracapé, em Fortaleza, na tarde desta sexta-feira (17). A vítima estava trabalhando como motorista de aplicativo quando foi alvejada por suspeitos que o seguiam em outro veículo.

Márcio Adriano de Lima de Freitas, 32, não tinha antecedentes criminais, de acordo com a Polícia. Ele foi atingido com nove tiros de arma de fogo na cabeça e um no ombro. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Diário do Nordeste


Um motociclista identificado como  João Batista da Rocha Júnior, de 20 anos, morreu após ser atropelado por uma caminhonete L200 que trafegava na contramão, na Rua Tenente Eliezer Costa, no bairro Vila Velha, na noite desta sexta-feira (17).

Segundo testemunhas, o motorista do carro tentou fazer uma conversão para entrar na Avenida Coronel Carvalho quando atingiu a moto. Com o impacto, o motorista perdeu o controle e o carro subiu no meio-fio.

O motorista atropelador tentou fugir, mas foi contido por populares. Conforme testemunhas, dois homens estavam dentro da L200, mas a polícia não confirma essa versão. Várias garrafas de bebidas alcoólicas foram encontradas dentro do veículo.

O motorista foi preso pela polícia e levado para o 7º Distrito Policial, no Pirambu. Ele será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por um exame para saber se fez uso de álcool.

Diário do Nordeste

Jesús Hernandez era próximo de ex-diretor de serviço de inteligência, que foi um dos líderes do levante fracassado do dia 30 de abril.
Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela: perda de aliado na Força Armada Nacional - 10/03/2019 (Matias Delacroix/AFP)
O major-general Jesús Alberto García Hernández, da Força Armada Nacional da Venezuela, foi encontrado morto na quarta-feira 15 em um quarto de hotel situado na rodovia que liga Caracas a Los Teques, capital do estado de Miranda, Los Teques, confirmou nesta sexta-feira, 17, uma fonte do Ministério Público venezuelano.

Segundo a imprensa local, García, de 39 anos, era próximo do ex-diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) Manuel Ricardo Cristopher Figuera, que liderou junto com o presidente do Parlamento, o oposicionista Juan Guaidó, a rebelião militar fracassada de 30 de abril contra o regime de Nicolás Maduro.

A morte do major-general García se dá no momento em que representantes do regime de Maduro  oposição venezuelana mantêm em Oslo um diálogo mediado pelo governo da Noruega.

Com base em informações do Corpo de Pesquisas Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC), a imprensa local assegurou que García Hernández foi encontrado morto vestido com seu uniforme, com uma arma na mão direita e um ferimento na cabeça. Aparentemente, teria cometido suicídio.

“O Corpo de Pesquisas Científicas Penais e Criminalísticas abriu uma investigação pela morte catalogada como suicídio, em sua fase preliminar”, relatou o portal de notícias “Efecto Cocuyo”.

O site detalhou que o militar foi encontrado no quarto de número 9 do Hotel Colonial, situado na rodovia Pan-Americana, e que a arma que ele tinha em punho era uma pistola Glock, modelo 19, série 1CHG938. Também informou que uma investigação sobre a morte foi aberta pela Divisão de Homicídios, “apesar de ser qualificada como suicídio”.

Até o momento, nenhuma autoridade nem a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) se pronunciou publicamente sobre a morte do major-general.

Com Agência EFE


No arquipélago das Bermudas, a solução de um mistério geológico oferece novas informações sobre a história da Terra.

Não tem a ver com o famoso triângulo em que se diz que barcos sumiram, nem com as areias e praias do arquipélago que atrai turistas de todo o mundo.

A questão está mais abaixo, a quilômetros de profundidade, debaixo inclusive das camadas de rocha que formam o solo da região.

É que lá dorme um vulcão que se extinguiu há cerca de 30 milhões de anos.

E não é um vulcão qualquer. De acordo com um grupo de cientistas liderados pelo geólogo Esteban Gazel, ele foi formado de uma forma nunca antes vista no planeta.

Até agora não se sabia que os vulcões também podem se originar na zona de transição do manto terrestreImagem: Getty Images
A pesquisa, publicada em maio na revista Nature, aponta que o vulcão tem origem na zona de transição do manto, uma camada rica em água, cristais e rochas fundidas entre 440 e 660 km abaixo da crosta da Terra.

"O estudo sugere que a zona de transição do manto terrestre também pode originar vulcões - esta é a primeira vez que evidências disso são obtidas", explica Gael, que é professor de ciência atmosférica e ciências da terra na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

O que é novidade?
Até agora, Gazel diz que os geólogos acreditavam que os vulcões se formavam de duas formas:
  1. Como resultado do movimento de placas tectônicas
  2. Pela elevação das plumas mantélicas, espécie de colunas estreitas de magma
"Agora descobrimos que os minerais que se formam abaixo da zona de transição do manto da Terra podem se infiltrar na superfície e formar vulcões", diz Gazel.

Como chegaram a essa descoberta?
Na década de 1970, segundo Gazel, foi feita uma perfuração que conseguiu atravessar a camada de calcário das Bermudas e permitiu a coleta de amostras nas profundezas da região, que foram preservadas por décadas em uma universidade em Nova Escócia (Canadá).

Depois de solicitar várias autorizações, o geólogo e sua equipe tiveram acesso a elas.
"Descobrimos que os minerais tinham quantidade suficiente de água para terem se formado na zona de transição", diz ele.

Qual é a importância disso?
Segundo o pesquisador, a pesquisa, além de confirmar a origem vulcânica das Bermudas ou a nova possibilidade de formação de vulcões, revela a importância de uma camada pouco conhecida da Terra.

"O estudo ajuda a entender que a zona de transição é uma camada de importância significativa para a evolução do planeta Terra, onde magma e processos químicos são produzidos", acrescenta.

O geólogo afirma que esta camada é em si "um reservatório de vulcões", mas também uma fonte "única" de água.

"Tem água lá para formar pelo menos três oceanos", diz ele. "Não é, evidentemente, na forma líquida, mas na estrutura dos minerais. Ou seja, os minerais têm água em suas moléculas."

BBC News Mundo



O governo planeja repassar ainda este ano para a iniciativa privada, em um modelo de concessão, pelo menos 20 unidades de conservação. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que Jericoacoara (CE), Lençóis Maranhenses (MA), Chapada dos Guimarães (MT) e Aparados da Serra (RS) estão entre as prioridades que serão ofertadas para administração de empresas privadas interessadas em explorar as regiões, com oferta de serviços e turismo. O ministro define o modelo como "toma que o filho é teu".

Os 20 parques que vão entrar no pacote de concessão até o fim deste ano são hoje controlados pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e incluem algumas das regiões de belezas naturais mais conhecidas do País. As quatro unidades que serão ofertadas inicialmente são visitadas hoje por 450 mil pessoas por ano.

O ministro explicou o objetivo do governo com as concessões. "A gente tem de dar uma destinação econômica para as unidades de conservação, para diminuir a dependência do orçamento público. Senão, essas áreas não terão saída", disse Salles. "Você pode fazer o discurso mais bonito do mundo sobre o meio ambiente, mas, se não dermos uma mais-valia econômica para as unidades de conservação, estaremos sempre a reboque do orçamento federal."

Questionado sobre o modelo de concessão, o ministro disse que a ordem é repassar às empresas tudo o que for possível, mantendo o mínimo sob a alçada do governo. "A concessão do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, por exemplo, feita no fim do ano passado, foi péssima. Fizeram uma concessão meia-boca, de alguns serviços, dizendo que 80% tinha de continuar sob o comando do ICMBio" declarou Salles. "O resultado é uma concessão em que o empreendedor não tem quase nenhuma liberdade de atuação. Vamos inverter a lógica dessas concessões. Vamos estabelecer um mínimo de restrições. De resto, toma que o filho é teu", complementou.

No caso de Aparados da Serra, segundo o ministro, o governo pretende fazer "oferta em bloco", reunindo em um mesmo pacote as unidades de Aparados da Serra, Serra Geral, São Francisco de Paula e Canela.

Revisão
O plano de concessões de florestas protegidas faz parte de uma política preparada para as unidades de conservação do País. Ontem, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que a administração federal pretende revisar a criação de todas as 334 unidades administradas pelo ICMBio.

A ideia do governo é alterar a categoria das unidades para permitir a exploração comercial das áreas e, em algumas situações, alterar o perímetro. A iniciativa surpreendeu organizações socioambientais, que criticaram o plano do governo. O coordenador de políticas públicas do Greenpeace, Marcio Astrini, classificou a medida como "um retrocesso sem precedentes". As alterações só podem ser feitas por meio de projeto de lei, o que significa que precisam ser analisadas e aprovadas pelo Congresso Nacional.

Segundo Ricardo Salles, as revisões são necessárias porque teriam sido criadas sem critérios técnicos. "Nós não somos contra as unidades de conservação, mas, de 2006 para cá, várias unidades foram criadas sem critério, na base do voluntarismo, sem cuidados para evitar conflitos. Não estudaram o nível de restrição que teria em cada área", comentou. "Essa falta de planejamento é a prova do açodamento e da falta de critério, não só da categoria dada à unidade, mas também do perímetro que foi definido."

A redefinição de áreas, na avaliação do MMA, é necessária para resolver passivos financeiros porque, em muitos casos, famílias que viviam em áreas que foram delimitadas não receberam as indenizações previstas. "Criaram restrições para famílias que viviam nos locais sem o mínimo planejamento financeiro. É um calote premeditado. Você inviabiliza a vida das pessoas no local, já sabendo que não vai poder pagar as indenizações. Só no Parque Nacional de Campos Gerais, a dívida está estimada em R$ 2 bilhões para retirar e indenizar as famílias", disse Ricardo Salles.

O ministro tem sido alvo de críticas constantes de ambientalistas e servidores públicos que atuam na pasta. Ele é acusado de patrocinar um "desmonte" de compromissos e políticas ambientais assumidas há décadas pelo País.

Sem dinheiro
A falta de recursos de órgãos como o ICMBio e o Ibama, vinculados ao Ministério do Meio Ambiente, passa pelos cortes que atingiram todas as pastas do governo federal. No mês passado, o MMA recebeu a ordem de cortar 100% das emendas parlamentares que estavam previstas para os dois órgãos. O corte sobre o orçamento geral da pasta previsto no início do ano ficou em 24%.

No ICMBio, as ações de criação e gestão das unidades de conservação tiveram corte de 26%, chegando a R$ 45 milhões. Os recursos que seriam usados na administração da unidade sede também perderam 22%, redução de R$ 15,1 milhões.

O Ibama teve seu orçamento reduzido de R$ 368,3 milhões, conforme constava na Lei Orçamentária, para R$ 279,4 milhões. O governo diz que contingenciamento não é corte e, quando a reforma da Previdência for aprovada, o valor será recomposto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Espécie de 'primo' de chikungunya, ele provoca reações semelhantes, como dores de cabeça, febres e intensas dores articulares que podem se prolongar por muitos meses.

Caso se adapte, o mayaro também poderá ser transmitido pelo Aedes aegypti. — Foto: Raul Santana/Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciaram a descoberta do vírus mayaro, no Estado do Rio.

O vírus é uma espécie de ‘primo’ da chikungunya e provoca as mesmas reações nos pacientes: febres e intensas dores musculares e articulares que podem se se prolongar por muitos meses. De forma semelhante ao que transmite a febre amarela, o mayaro é um vírus que, pelo menos até agora, existia apenas em áreas silvestres amazônicas. A notícia foi antecipada pelo jornal O Globo.

No entanto, sua presença no estado do Rio não surpreendeu os cientistas da UFRJ – há quase quatro anos, eles já alertavam sobre a possibilidade da existência do vírus em território fluminense, por meio de uma adaptação ao ambiente urbano.

“Recebíamos amostras de sangue de pessoas atendidas pelo SUS com sintomas de chikungunya. Ao fazermos os testes para essa doença, os resultados de algumas delas eram sempre negativos. Como os indivíduos infectados apresentavam dores musculares muito fortes, bastante parecidas com as provocadas pela chikungunya, começamos a desconfiar da presença do mayaro no Rio. Agora, depois da pesquisa, podemos afirmar que ele está aqui”, explicou um dos responsável pela descoberta, o coordenador da Rede Zika da UFRJ, Rodrigo Brindeiro.

A pesquisa apontou que três moradores de Niterói, na Região Metropolitana, foram contaminados com o vírus mayaro. Segundo os pequisadores, nenhum deles viajou até a Amazônia.

“Ou seja, ficou claro que o mosquito florestal Haemogogos – principal vetor de transmissão do vírus – havia chegado ao Rio e se adaptado ao ambiente urbano”, explicou Brindeiro.

Ainda segundo a pesquisa, com o passar do tempo, o mayaro pode se adaptar ainda mais e também ser transmitido tanto pelo Aedes aegyptiquanto pelo pernilongo – Culex – bastante comum no RJ, o que, segundo os pesquisadores, pode aumentar o risco de epidemia.

“No que diz respeito aos sintomas, o mayaro provoca reações físicas semelhantes ao chikungunya. Porém, no que se refere ao combate ao vírus, é importante que as vigilâncias epidemiológicas do Estado e das cidades saibam que começamos a lidar com um novo vírus”, disse.

Ministério da Saúde desconhece casos
Em nota, o Ministério da Saúde informou que não foi notificado sobre a descoberta e que não tem registros de casos no Brasil:

O Ministério da Saúde informa que não há registro recente de casos da febre Mayaro no país, nem registro da doença no estado do Rio de Janeiro. Contudo, a pasta ressalta que o diagnóstico de Mayaro pode ser confundido com o de chikungunya. É importante destacar que as informações concedidas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tratam-se de ‘casos’ identificados em atividade de pesquisa, realizada no ano de 2015. Além disso, a pasta não foi notificada (conforme portaria de notificação compulsória) formalmente pelo pesquisador para avaliação de risco e eventuais medidas de controle, caso se justifiquem, já que são de competência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Vale destacar que, até o momento, não há registro de casos da Febre Mayaro pela transmissão do Aedes aegypti. Os casos detectados pelos serviços de saúde do Brasil são esporádicos, ocorrem em área de mata, rural ou silvestre (não há casos urbanos) e afetam pessoas que adentraram espaços onde têm macacos e vetores silvestres. Na América do Sul, a doença tem sido associada ao ciclo do vírus da Febre Amarela (Haemagogus janthinomys como vetor primário).

O vírus Mayaro é considerado endêmico na região Amazônica, que envolve os estados das regiões Norte e Centro-Oeste. Entre dezembro/2014 e janeiro/2016, foram confirmados 86 casos da doença no país nos estados de Goiás (76), Pará (1) e Tocantins (9). O Ministério da Saúde mantém monitoramento permanente e atua com apoio do Centro de Proteção dos Primatas Brasileiros (ICMBio), Instituto Evandro Chagas (IEC) e o Centro Nacional de Primatas (CENP).

Atualmente, não existe terapia específica ou vacina. Os pacientes devem permanecer em repouso, acompanhado de tratamento sintomático, com analgésicos e/ou drogas anti-inflamatórias, que podem proporcionar alívio da dor e febre. Os sintomas são muito parecidos com os da dengue e/ou chiKungunya. Começa com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores nas articulações. Os olhos podem também ficar doendo e em alguns casos reporta-se intolerância à luz. As dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar. A diferenciação se dá por exames laboratoriais específicos e que podem apontar o diagnóstico correto. Não há óbitos associados ou registrados ao Mayaro no Brasil.

Considerando que o horário de maior atividade do vetor primário (Haemagogus janthinomys) se dá entre 9 e 16 horas, recomenda-se evitar exposição em áreas de mata, sobretudo desprotegido, durante esse período. Uso de roupas cumpridas e uso de repelentes podem ajudar a evitar o contato com o vetor e diminuir o risco de infecção.
G1 RJ



Uma idosa morreu a bordo de uma aeronave da TAP durante um voo de Portugal para o Brasil e o piloto teve que pousar em Fortaleza, na tarde desta quarta-feira (15). O destino original da aeronave era São Paulo.

De acordo com a TAP, a mulher, que era portuguesa, teve um problema cardíaco quando a aeronave estava sobrevoando o Oceano Atlântico, já próximo à costa brasileira. 

Os comissários prestaram os primeiros atendimentos à mulher, mas de acordo com a Fraport, empresa que administra o aeroporto de Fortaleza, ela morreu antes de o avião pousar, o que ocorreu por volta das 15 horas.

O voo saiu de Porto, em Portugal, por volta de 11h30 (7h30 no horário de Brasília) e deveria chegar em Guarulhos (SP), às 18 horas. Devido ao incidente, o piloto decidiu aterrisar na capital cearense por ser a cidade mais próxima para os que vêm da Europa. Somente por volta das 18 horas, o voo seguiu normalmente para São Paulo.

A empresa TAP decidiu que não iria repassar maiores detalhes sobre a passageira nem sobre quando e para onde o corpo dela será trasladado, em respeito aos famíliares da idosa.


Diário do Nordeste




A lutadora Ashley Massaro, que marcou época na WWE na década passada, morreu aos 39 anos na última quinta-feira (16), informou a organização que produz disputas que mesclam técnicas da luta livre com entretenimento. A causa da morte não foi divulgada.

Ashley Massaro, que faria 40 anos na próxima semana, participou da organização entre 2005 e 2008, se tornando um dos rostos mais conhecidos da WWE no período. A lutadora também trabalhava como modelo e foi capa da Playboy em abril de 2007.

"Estamos tristes ao saber da morte da ex-estrela da WWE Ashley Massaro. A WWE oferece suas condolências à família e amigos de Ashley", disse a organização em nota oficial.

Desde que deixou a WWE, Ashley Massaro continuou participando de outros eventos de menor expressão da modalidade. Em uma mensagem postada há dois meses no Twitter, a lutadora disse que treinava para voltar aos ringues.

UOL SP



Uma cientista brasileira de 33 anos desenvolveu uma espécie de caneta capaz de detectar células tumorais em poucos segundos. Livia Schiavinato Eberlin é formada em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, apesar da pouca idade, já é chefe de um laboratório de pesquisa da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos.

Foi lá que, há quatro anos, ela iniciou os estudos de um dispositivo capaz de extrair moléculas de tecido humano e apontar, no material analisado, a presença de células cancerosas. A tecnologia está em estudo, mas já teve resultados promissores ao ser usada na análise de 800 amostras de tecido humano.

A pesquisadora, que já mora há dez anos nos EUA, para onde se mudou para fazer doutorado, está no Brasil nesta semana para apresentar os achados de sua pesquisa no congresso Next Frontiers to Cure Cancer, promovido anualmente pelo A.C. Camargo Cancer Center na cidade de São Paulo.

Nos Estados Unidos, Livia ganhou destaque na comunidade científica ao ser uma das personalidades selecionadas em 2018 para receber a renomada bolsa da Fundação MacArthur, conhecida como "bolsa dos gênios" e destinada a profissionais com atuação destacada e criativa em sua área. O prêmio, no valor de US$ 625 mil (cerca de R$ 2,5 milhões), é de uso livre pelo bolsista.

Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, a pesquisadora explicou que a caneta, batizada de MacSpec Pen, tem como principal objetivo certificar, durante uma cirurgia oncológica, que todo o tecido tumoral foi removido do corpo do paciente. Isso porque nem sempre é possível visualizar a olho nu o limite entre a lesão cancerosa e o tecido saudável. "Muitas vezes o tecido é retirado e analisado por um patologista ainda durante a cirurgia para confirmar se todo o tumor está sendo retirado, mas esse processo leva de 30 a 40 minutos e, enquanto isso, o paciente fica lá, exposto à anestesia e a outros riscos cirúrgicos", explica Livia.

A caneta desenvolvida por ela e sua equipe de pesquisadores usa uma técnica de análise química para dar essa mesma resposta que um patologista daria. "A caneta tem um reservatório preenchido com água. Quando a ponta dela toca o tecido, capta moléculas que se dissolvem em água e são transportadas para um espectrômetro de massa, equipamento que caracteriza a amostra como cancerosa ou não", explica a cientista.

Essa caracterização da amostra em maligna ou não pode ser feita porque a tecnologia usa, além dos equipamentos de análise química, técnicas de inteligência artificial para que a máquina "responda" se as células são tumorais.

Para isso, foram usadas, na criação do modelo, centenas de amostras de tecidos cancerosos que, por meio de suas características, "ensinam" a máquina a identificar tecido tumoral.

"Na primeira fase da pesquisa analisamos mais de 200 amostras de tecido humano e verificamos uma precisão de identificação do câncer de 97%", conta Livia.

Próximos passos
O resultado dessa etapa do estudo foi publicado na prestigiosa revista científica Science Translational Medicine em 2017. Depois, o grupo de pesquisa da brasileira nos EUA ampliou a investigação para 800 amostras de tecido e, mais recentemente, obteve autorização de comitês de ética de instituições americanas para testar a técnica em humanos, durante cirurgias reais.

"Apesar dos bons resultados em amostras de tecido, o modelo ainda precisa ser validado em testes clínicos. Se os resultados forem confirmados, ainda deve demorar de dois a três anos para a caneta ser lançada como produto", opina Livia. O dispositivo já foi testado para câncer de cérebro, ovário, tireoide, mama e pulmão, e está começando a ser usado também nas pesquisas de tumor de pele.
Caso a técnica se mostre eficaz também para esse tipo de câncer, ela poderia ser usada para identificar se pintas ou outras lesões de pele são malignas sem a necessidade de remoção de uma parte do tecido, o que pode trazer danos estéticos. 

Para Fabiana Baroni Makdissi, cirurgiã oncológica e diretora do Centro de Referência da Mama do A. C. Camargo Cancer Center, caso confirmada a eficácia do método em todas as fases da pesquisa, ele trará ganhos nos tratamentos contra o câncer por permitir maior precisão na retirada dos tumores. "Uma das coisas mais importantes quando a gente fala de tratamento cirúrgico é que o cirurgião consiga retirar completamente o tumor. As taxas de cura vão estar relacionadas a isso, mas temos limitações em garantir que toda a circunferência do tecido retirado esteja livre de células tumorais. Então, uma tecnologia como essa, se validada, tem muito a agregar."

Ela explica que a técnica seria importante porque nem todos os hospitais contam com um patologista na equipe cirúrgica para analisar o tecido removido ainda durante a operação. "Nesses casos em que não há essa análise das margens durante a cirurgia, a taxa de reoperação é maior", diz.

Fabiana destaca ainda que a rapidez do novo método pode ter outras vantagens para o paciente. "A redução do tempo cirúrgico seria um benefício agregado da técnica, principalmente em pacientes mais idosos, com doenças crônicas, que têm maiores riscos durante um procedimento cirúrgico", diz a especialista.

Estadão Conteúdo


Um corpo carbonizado foi encontrado próximo ao Canal da Integração, em Chorozinho, na Região Metropolitana de Fortaleza, nesta quinta-feira (16). A Polícia investiga se o cadáver é o do gerente bancário de Ocara, Wagner Santos Moraes, que está desaparecido desde o último domingo (12).

Próximo ao corpo, foram encontrados documentos com a identificação de Wagner Santos.

Na quarta-feira (15), o carro dogerente bancário de Ocara foi localizado pela Polícia às margens da localidade de Choró Mucambo, em Chorozinho, a 6km do local em que o corpo foi encontrado.

O veículo modelo Strada estava incendiado. O carro foi recolhido e vai passar por perícia, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). 

A Polícia Civil de Ocara está colhendo depoimentos de pessoas próximas a Wagner e também de seus familiares. A Delegacia Regional de Baturité também participa do trabalho de investigação.

Diário do Nordeste


A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE) aprovou nesta quinta-feira (16), por unanimidade, a proposta do Governo do Estado que cria um novo órgão para se responsabilizar pelas obras da administração estadual: a Superintendência de Obras Públicas (SOP). A matéria tramitava na Casa Legislativa desde o fim do mês passado.

A SOP passará a concentrar as atribuições dos departamentos Estadual de Rodovias (DER) e de Arquitetura e Engenharia (DAE), além dos órgãos de engenharia que possam, eventualmente, existir dentro das próprias secretarias. A partir de agora, todas as obras serão concentradas nesse novo órgão.

"Escola, areninha, policlínica, centro de educação infantil, estradas, pontes? Enfim, todas as obras executadas pelo Governo do Estado, que antes eram divididas em pesadas, no DER, e civis, no DAE, serão incorporadas à Superintendência", detalhou o líder do Governo Camilo Santana na Casa, deputado Júlio César Filho (PPS). Segundo ele, porém, ainda não há data definida para quando o novo órgão estará em funcionamento. "Em breve", resume.

De acordo com Júlio César, a expectativa é de que a Superintendência de Obras Públicas gere uma economia anual de R$ 760 mil aos cofres estaduais, em virtude da unificação de estruturas físicas e a extinção de cargos - a matéria aprovada extinguiu 10 cargos comissionados, e criou outros 13 postos. O parlamentar afirma não haver temor de uma sobrecarga do novo órgão por ter que concentrar tantas atribuições.

Funcionalismo
Segundo o Portal da Transparência do Governo do Estado, o DER possui atualmente 320 servidores ativos e mais de 1,2 mil aposentados, tendo uma folha de pagamento de R$ 7,7 milhões - valor que inclui ainda pensionistas e estagiários. O DAE é mais modesto: são 86 servidores ativos e 24 aposentados, que recebem, juntamente com pensionistas e aposentados, pouco mais de R$ 1 milhão no total. Quanto ao Orçamento Estadual aprovado para o exercício deste ano, cerca de R$ 685 milhões foram destinados ao DER e outros R$ 25 milhões ao DAE.

Pela Mensagem aprovada na Assembleia Legislativa ontem, o chefe do Executivo está autorizado, por meio de decreto, a "transpor, remanejar, transferir ou utilizar, total ou parcialmente, as dotações aprovadas na Lei Orçamentária do exercício de 2019 remanescentes das entidades fundidas, nesta Lei, para a Superintendência de Obras Públicas (SOP), mantida a estrutura programática e a natureza das despesas autorizadas na referida Lei Orçamentária".

Em razão de emenda conjunta de autoria dos deputados Evandro Leitão (PDT) e Agenor Neto (MDB), também ficou determinado que os cargos da recém-criada Superintendência de Obras Públicas devem ser ocupados por meio de concurso público.

No total, a fusão dos departamentos foi aprovada com seis emendas. Três das modificações foram de autoria do próprio Governo, outra conjunta - a que foi proposta por Evandro Leitão e Agenor Neto -, uma do deputado Elmano Freitas (PT) e outra de autoria de Júlio César Filho.

Diário do Nordeste


“O Bolsa Família vai acabar?”. Buscas sobre fim do programa se espalham nas redes sociais, principalmente no Google, com fala de Paulo Guedes. Movimento ocorre um mês após o presidente Jair Bolsonaro anunciar a criação do pagamento de 13º salário às famílias beneficiárias do programa e em meio à crise na Educação, que gerou uma onda de manifestações pelo país nesta quarta (15).

Segundo levantamento feito pela Bites, consultoria especializada no monitoramento de plataformas digitais, houve um aumento nas buscas sobre a possibilidade de o governo encerrar o programa Bolsa Família.

Nos últimos sete dias, as consultas em ascensão eram: “o bolsa família vai acabar em 2019”, “bolsa família para em setembro” e “paulo guedes bolsa família”.

“A propagação desse assunto pode ser mais preocupante para o governo, porque envolve uma massa expressiva de quase 50 milhões de pessoas”, observa Manoel Fernandes, diretor da Bites. O movimento ocorre um mês após o presidente Jair Bolsonaro anunciar a criação do pagamento de 13º salário às famílias beneficiárias do programa.

O levantamento mostra que, em uma escala de 0 a 100, o interesse médio no Google para o Bolsa Família no Brasil ontem ficou em 45. Em dez estados, sendo nove na Região Nordeste, o número foi superior a 50, alcançando 100 no Ceará e 99 na Paraíba.

O gatilho da tendência foi disparado na terça-feira (14), dia em que o ministro Paulo Guedes (Economia) participou de audiência pública na CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso Nacional. Na ocasião, o ministro afirmou que, caso deputados e senadores não aprovem crédito suplementar de R$ 284 bilhões, o governo terá dificuldades em fechar as contas para pagamentos do INSS e de beneficiários do Bolsa Família.

“Não é o governo. O Congresso, ao não aprovar, travou. Porque se vocês não derem crédito, a despesa não pode ser feita. Então, o Congresso resolveu travar o Bolsa Família, travar o Plano Safra, travar os benefícios de prestação continuada, travar os pagamentos do INSS”, afirmou Guedes aos deputados.

Com informações do InfoMoney