Morre Cardeal que admitiu haver cometido condutas sexuais inapropriadas

Por: Ipu Online em | 20.3.18 | 0 comentários

O Cardeal Keith Patrick O'Brien, que renunciou o cargo de Arcebispo de Edimburgo (Escócia) em 2013, depois de admitir que cometeu diversas condutas sexuais inapropriadas em seu ministério, faleceu hoje, aos 80 anos.

Cardeal Keith O'Brien. Foto: Mazur / catholicchurch.org.uk.
Segundo informações de uma comunicado de imprensa da Arquidiocese de Edimburgo, o Purpurado morreu no Royal Victoria Hospital acompanhado pela sua família e pelos seus amigos.

O atual Arcebispo de Edimburgo, Dom Leo William Cushley, ofereceu as suas orações pelo falecido Cardeal, pela sua família e por todos os afetados pelo escândalo.

"Durante a sua vida, o Cardeal O'Brien pode haver dividido a opinião, mas na morte acredito que podemos nos unir para rezar pela sua alma e pelo consolo da sua família, assim como pelo apoio aos que se sentiram ofendidos ou decepcionados com Ele. Que descanse em paz", afirma o Arcebispo.

O Cardeal O'Brien nasceu em Ballycastle, condado de Antrim, na Irlanda do Norte, em 17 de março de 1938. Foi ordenado sacerdote em 3 de abril de 1965; e nomeado Arcebispo de St. Andrews e Edimburgo 20 anos depois, em 30 de maio de 1985.

Durante 10 anos foi Presidente da Conferência Episcopal da Escócia. Ele foi criado Cardeal em 21 de outubro de 2003.

O Purpurado renunciou ao cargo de Arcebispo do St. Andrews e Edimburgo em março de 2013, aos 74 anos, depois das acusações de haver cometido condutas sexuais inapropriadas com outros homens na década de 80.

O Papa Bento XVI aceitou a sua renúncia que entrou em vigor em 25 de fevereiro de 2013.
Logo O´Brien, que anunciou que não participaria do conclave em março de 2013 no qual o Papa Francisco foi eleito, admitiu que “houve ocasiões nas que minha conduta sexual esteve abaixo do que se espera de mim como sacerdote, arcebispo e cardeal”.

No mesmo mês, em declarações à BBC, o Cardeal disse que seria "muito feliz" se os sacerdotes tivessem "a oportunidade de escolher se querem ou não se casar".

Em maio de 2013, depois do diálogo com o Papa Francisco, o Purpurado deixou a Escócia para dedicar-se a um tempo de oração, penitência e reflexão. Em março de 2013, o Santo Padre aceitou a sua renúncia aos direitos e privilégios que lhe correspondiam como Cardeal.

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