Primeira mulher a pilotar avião presidencial destaca a presença feminina na FAB

Publicado por: Ipu Online em | 9.3.18 | 0 comentários

Em mais de dez anos de carreira, Carla Borges já integrou grupos de elite da aviação brasileira e acumulou mais de 1,5 mil horas de voo

Carla Borges foi a primeira mulher a integrar o Esquadrão Escorpião e ainda a primeira piloto a chegar ao seleto grupo da aviação de caça da FAB (Foto: Agência Força Aérea)
A capitão da Força Aérea Brasileira (FAB) Carla Borges é a primeira mulher a pilotar um avião presidencial no Brasil. Hoje aos 34 anos, Carla está no comando da aeronave presidencial há cerca de dois anos, desde 2016, ano em que completou 13 anos de habilitação de piloto de aviões. As informações são do portal G1.

A piloto que transporta o presidente Michel Temer em viagens oficiais se destaca em meio a um universo historicamente masculino. Em pouco mais de dez anos de carreira, Carla acumulou mais de 1,5 mil horas de voo no comando de nove modelos diferentes de aeronaves.

"Me sinto honrada de cumprir essa missão de estar transportando a maior autoridade de um país", afirma Carla.

A capitão também é pioneira entre as tropas de elite da Força Aérea Brasileira. Ela foi a primeira mulher a integrar o Esquadrão Escorpião, localizado no estado de Roraima, que utiliza o modelo A-29 Super Tucano na defesa das fronteiras do país. Carla foi ainda a primeira piloto a chegar ao seleto grupo da aviação de caça da FAB.

Apesar da carreira de destaque, Carla ainda faz parte de um seleto grupo de mulheres que integram as corporações da FAB, onde apenas uma a cada seis pilotos é mulher. A capitão lembra que, ainda na primeira turma de mulheres aviadoras, em 2003, compunha um grupo de apenas 20 mulheres em um total de 180 pessoas. A Força Aérea Brasileira só passou a aceitar mulheres na corporação a partir de 1982.

"Vejo que as pessoas estão valorizando mais a presença feminina na Força Aérea, não porque tem diferença entre os pilotos, mas para mostrar para as mulheres que [elas] têm essa possibilidade."

Mesmo sendo a minoria entre os militares da FAB, Carla disse não ter sentido diferença no tratamento dos colegas. Talvez por isso, mesmo com as flexões "capitã" e "pilota" existindo no vocabulário da Língua Portuguesa, a maior parte das mulheres na carreira militar prefira ser referenciada pelo termo "neutro", com as palavras flexionadas no masculino.

Em entrevista concedida à própria FAB, a piloto disse que o pioneirismo no setor ajudou a "abrir portas para outras mulheres" que, até então, "não sabiam que poderiam ser pilotos da Força Aérea".

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