Itália. Ex-carteiro guardou em casa 400 quilos de correio por entregar

Por: Ipu Online em | 7.4.18 | 0 comentários

Um carteiro italiano esteve três anos sem distribuir correspondência porque, alega, o salário era demasiado baixo. O homem de 33 anos despediu-se no ano passado e agora as autoridades descobriram que tinha 400 quilos de correspondência em casa.

Carabinieri Torino
O que fazer quando o salário é demasiado baixo? Para um carteiro de Turim, em Itália, a resposta foi não entregar cartas durante três anos. O ex-carteiro está agora a ser investigado pelas autoridades, depois de a polícia encontrar 400 quilos de correspondência por entregar em sua casa.

A polícia, citada pelo britânico ‘Guardian’, diz que o homem explicou que não distribuiu a correspondência porque o salário que recebia era demasiado baixo. “Não estava a receber o suficiente, por isso, despedi-me”, disse.

As cartas foram encontradas quando o homem parou numa operação STOP. No carro as autoridades descobriram uma faca de 20 centímetros e 70 cartas no banco traseiro. Desconfiando de que algo não batia certo, a polícia decidiu ir depois à casa do indivíduo de 33 anos, onde encontrou quarenta caixas com correspondência por entregar — estratos bancários, contas e outra correspondência privada.

Agora, o homem é acusado de furto, apropriação de correspondência e porte de arma.

O caso de Turim, contudo, não é inédito. “O serviço postal italiano é pouco fiável”, aponta o jornal britânico.

Já em 2013, um carteiro da Sardenha acumulou também 400 quilos de correio, depois de passar quatro anos sem entregar a correspondência.

Em janeiro, um homem de 56 anos foi detido quando a polícia encontrou 500 quilos de correspondência por entregar escondida na sua garagem, em Vicenza. Algumas das cartas datavam de 2010. Na altura a polícia dizia que era a maior apreensão de correspondência por entregar. Entre contas e listas telefónicas, as autoridades encontraram também panfletos da campanha para as eleições regionais.

Apesar do atraso, o serviço postal da cidade, no norte do país, comprometeu-se a entregar todas as cartas.

SAPO24

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