Sistema de defesa antiaérea sírio interceptou 71 de 103 mísseis lançados pela coalizão

Por Ipu Online em | 14.4.18 | 0 comentários

 Segundo disse neste sábado (14) o Estado-Maior da Rússia, os aeródromos sírios que foram alvos do ataque da coalizão internacional liderada pelos EUA não ficaram afetados.

© Sputnik / Yazan Kalash
"Segundo as informações disponíveis, foram lançados 103 mísseis de cruzeiro, incluindo Tomahawk de baseamento naval, e bombas de fragmentação guiadas GBU-38 a partir de aviões B-1B. Aviões F-15 e F-16 usaram mísseis ar-terra. Os aviões Tornado da Força Aérea do Reino Unido lançaram oito mísseis Scalp EG", afirmou o chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas.

Além disso, a entidade informou que os sistemas de defesa antiaérea russos estavam acompanhando os lançamentos de mísseis de cruzeiro contra o território sírio.

© SPUTNIK / YAZAN KALASH/ Consequências do ataque realizado pelos EUA, Reino Unido e França em 13 de abril
"Os sistemas de defesa antiaérea russos estiveram acompanhando e controlando todos os lançamentos de mísseis, tanto de portadores navais como aéreos dos EUA e do Reino Unido", informou o chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Sergei Rudskoi.

Rudskoy declarou também que o ataque na Síria representa uma reação dos EUA e seus aliados aos sucessos do país na luta contra o terrorismo internacional.

"Consideramos que este ataque não é uma resposta ao alegado ataque químico, mas uma reação aos sucessos das forças armadas sírias na luta contra o terrorismo internacional", declarou ele.
O general sublinhou que a Rússia pode rever a questão do fornecimento de sistemas de defesa antiaérea S-300 à Síria e a outros países.

"Quero assinalar que há vários anos, tendo em consideração o pedido insistente de alguns dos nossos parceiros ocidentais, nós desistimos de fornecer à Síria sistemas de defesa antiaérea S-300. Levando em conta o que ocorreu, consideramos que é possível poder rever essa questão. Não apenas em relação à Síria, mas também a outros Estados", declarou ele.

Para Rudskoy, o ataque contra a Síria tem como objetivo a interrupção do trabalho dos especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) sobre o suposto ataque químico na cidade síria de Douma.

© SPUTNIK / YAZAN KALASH/ Centro militar de pesquisa, na cidade síria de Barzeh, atingido por um míssil lançado durante o ataque dos EUA, Reino Unido e França em 13 de abril
"O ataque foi realizado no mesmo dia em que a missão especial da OPAQ para investigação do incidente na cidade de Douma, onde alegadamente tinham sido usadas armas químicas, deveria começar o seu trabalho. Quero assinalar que na Síria não há nenhuma instalação de produção de armas químicas, isso foi confirmado pela Organização para a Proibição de Armas Químicas. Este fato de agressão norte-americana prova que os EUA não estão interessados na objetividade da investigação e seu desejo de minar o processo de solução pacífica na Síria e desestabilizar a situação no Oriente Médio", declarou Rudskoy.

Na noite de sexta-feira (13) os EUA, Reino Unido e França realizaram ataques contra a Síria em resposta ao suposto ataque químico no subúrbio de Damasco de Douma, em Ghouta Oriental. Os países ocidentais culpam Damasco pelo incidente sem terem apresentado provas.

O ataque foi realizado na véspera de uma investigação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) na cidade afetada.

Sputnik Brasil

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