Protestos em Gaza contra embaixada dos EUA deixa mortos e mais de 100 feridos

Por Ipu Online — publicado | 14.5.18 | 0 comentários


Palestino usa estilingue para enfrentar tropas israelenses durante protesto em Khan Yunis

Ao menos 16 palestinos morreram e pelo menos 147 foram feridos nos protestos na fronteira da Faixa de Gaza contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Tel  Aviv para Jerusalém e por ocasião da Marcha do Retorno, que reivindica o direito dos refugiados a voltar aos seus lares, nesta segunda-feira (14).

Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde palestino em Gaza, Ashraf al Qedra, um dos mortos é Anas Qudieh, de 21 anos, atingido por uma bala no leste de Khan Yunis, no sul do território.
Outros 93 palestinos ficaram feridos de bala, cerca de 15 por estilhaços procedente de disparos, pelo menos dez por inalação de fumaça e 29 com golpes e contusões.

O confronto
Forças israelenses, que tinham advertido a população com panfletos para que não se aproximassem da fronteira, jogaram gás lacrimogêneo contra os manifestantes para evitar que se aproximassem da cerca, de acordo com a agência EFE, citando testemunhas.

Também disseram que um grupo de manifestantes palestinos conseguiu cortar a cerca de segurança, se infiltrou por vários metros em território israelense e voltou à Faixa.

A população de Gaza fez hoje uma greve em massa e o território amanheceu com escolas, universidades, bancos, lojas, instituições públicas fechadas e pouco trânsito.

Na cidade cisjordaniana de Ramala, cerca de 3.000 pessoas se concentraram na praça Yasser Arafat, convocados por grupos palestinos, de onde devem marchar para o posto militar israelense de Qalandia, que separa Ramala de Jerusalém.

Também estão previstas manifestações em outras localidades cisjordanianas como Nablus, Hebron e Belém a fim de avançar para os postos de controle militar israelenses.

O Exército israelense ampliou seus batalhões tanto na fronteira com Gaza e Cisjordânia, e aumentou o número de soldados das unidades especiais e forças de inteligência.

Em comunicado divulgado no domingo (13), o Exército afirmou que "a organização terrorista Hamas estava liderando e organizando distúrbios extremamente violentos" na fronteira com Gaza nas últimas semanas e os acusou de "agir sob a fantasia de manifestantes para tentar danificar o muro de segurança e cometer ataques terroristas em território israelense".

Além disso, foi reforçada a segurança em Jerusalém, sobretudo em torno do prédio que hospedará a nova delegação diplomática americana e onde foram convocadas manifestações a partir das 15h30 (horário local).

Amanhã também estão previstas manifestações em massa por causa da Nakba (Catástrofe, em árabe), como os palestinos denominam o exílio e usurpação que para eles representou a criação do Estado de Israel, que hoje completa 70 anos. (Com informações da EFE)



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