Empresário reage após roubo a farmácia, mata mulher e fere comparsa no DF (Vídeo)

Por Ipu Online — publicado | 12.6.18 | 0 comentários


Um empresário em Ceilândia Sul, que fica a 23 km de distância de Brasília, matou a tiros uma mulher suspeita de roubar sua farmácia na noite do último sábado (9). O comparsa dela, que tem seis passagens pela polícia por roubo, também foi atingido por arma de fogo após a reação do comerciante. O homem está internado no Instituto Hospital de Base e não corre risco de morrer.

Imagens do circuito interno de segurança do local registraram toda a ação criminosa da dupla. O advogado de Rafael de Oliveira Silva, 29, alega que o dono da farmácia agiu por legítima defesa.

O roubo ocorreu por volta de 19h, na QNN 26, Conjunto F. Ao UOL, o delegado que investiga o caso afirmou o comerciante atirou nos bandidos após eles deixarem a farmácia, levando produtos e dinheiro. Gisele Ferreira Souza, 23, que já tinha uma passagem por furto, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Já Gilberto Moreno da Silva Junior, 30, levou um tiro no ombro, mas conseguiu fugir.

O proprietário da farmácia também fugiu após os disparos. O homem só se apresentou às 15h desta segunda-feira (11) na delegacia e entregou a arma utilizada no crime. A princípio, segundo a policia, ele não vai responder por homicídio.

Imagens de câmeras de segurança que registraram o roubo são utilizadas nas investigações. Em um dos vídeos, a dupla aparece entrando na farmácia. Silva Junior, que está de jaqueta preta e blusa rosa, está armado e rende o comerciante e sua mulher. Gisele, por sua vez, pega vários produtos e os coloca em uma caixa de papelão. Em outra imagem, o dono do comércio aparece correndo atrás dos suspeitos.

"A esposa do proprietário compareceu à delegacia, após o ocorrido, e informou, em depoimento, sobre a dinâmica dos fatos e disse não saber o paradeiro de seu marido, no sábado. Passamos à noite toda procurando o Gilberto e por volta de 5h do domingo, ele foi encontrado no Hospital Regional de Ceilândia. O criminoso encontra-se sob escolta policial", explica o delegado Victor Dan ao UOL.

Divulgação/Polícia Civil
Na casa do suspeito, os agentes encontraram roupas com vestígios de sangue, provavelmente, utilizadas na ocasião do crime. As peças foram apreendidas e encaminhadas à perícia. Segundo o delegado, o rapaz estava em regime semi-aberto cumprindo pena por assalto à comércio. Ele e a comparsa haviam se conhecido há uma semana.

"O que chamou a atenção foi como esse criminoso agiu depois de ser baleado. Após ser atingido, ele caminhou 1 km até a estação do Metrô da cidade. Conseguiu uma carona, chegou em casa e tomou banho", conta o delegado. Após chegar em casa, Silva Junior disse para a mãe que havia sido baleado, mas que iria comemorar o aniversário da namorada - que estava em casa durante o roubo.

Segundo Dan, o criminoso e a namorada acabaram se desentendendo na festa - o homem a golpeou com uma arma na cabeça. A Polícia Militar foi chamada e, como a companheira não quis registrar ocorrência, Silva Junior foi liberado. De madrugada, como estava sangrando, a irmã decidiu levar o rapaz ao hospital da cidade, onde foi preso em flagrante
Legítima defesa
Karlos Eduardo Mares, advogado do comerciante, diz que ele agiu por legítima defesa. Apesar de não ter porte de armas, Rafael de Oliveira Silva apresentava um registro do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma) - banco de dados responsável por manter atualizado o cadastro das armas registradas no Exército Brasileiro.

"Segundo o Rafael, um dos criminosos estava armado e era muito violento, sempre ameaçando tanto ele, quanto a esposa de morte. Por Rafael ser um atirador esportista, ele tem o registro da arma de fogo junto ao Sigma. Esse registro garante a ele um porte de trânsito, que o autoriza a transitar com a arma para alguns locais. Nessa oportunidade, Rafael iria mostrar a arma de fogo dele, que é de colecionador, para um outro colega que também divide esse hobby. Por isso, o revólver estava com ele", explica.

O advogado também ressalta que o comerciante não atirou de imediato contra os criminosos. Ele teria pedido que a dupla devolvesse os produtos. " Porém, assim que ele deu a voz de comando, o autor do roubo já foi disparando na direção dele. Por conta disso, em legítima defesa, ele também disparou", explica Mares.

O delegado Victor Dan informou que o comerciante, a princípio, não vai responder por homicídio. Mas, segundo ele, as investigações continuam já que o homem não poderia portar uma pistola calibre 380, apenas transporta-lá.


UOL

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