Preço da gasolina na Capital sobe 6,5% em uma semana

Publicado por: Ipu Online em | 5.6.18 | 0 comentários


O preço médio da gasolina vendida em Fortaleza subiu 6,5% ao passar de R$ 4,57 na semana entre os dias 20 e 26 de maio para R$ 4,87 na semana entre os dias 27 de maio e dois de junho, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), que divulgou na noite de ontem (4) a versão mais recente de seu levantamento de preços. Os dados foram coletados pela Agência em 30 de maio deste ano.

De acordo com a Agência, na semana entre 20 e 26 de maio, o menor valor encontrado para o litro do combustível foi R$ 4,49 e o mais caro foi R$ 4,61. Na semana entre 27 de maio e dois de junho, o combustível foi visto entre R$ 4,82 e R$ 4,89. Foi levado em consideração para a composição do levantamento o preço do combustível em 24 estabelecimentos na Capital cearense.

Em todo o Ceará, o menor preço ao consumidor final encontrado pela ANP foi em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, a R$ 4,55 o litro da gasolina. Já a gasolina mais cara foi vista a R$ 4,95, em Crateús. No Estado do Ceará, foram colhidos os valores dos combustíveis em 46 postos.

A ANP também divulgou levantamento dos preços do Diesel entre os dias 27 e dois de junho. O litro do combustível mais barato na Capital foi encontrado R$ 3,89, enquanto R$ 4,19 foi o valor máximo visto no período. No Ceará, o diesel chegou a ser vendido a R$ 3,85 o litro para o consumidor final, a exemplo do combustível comercializado também na Caucaia. O preço máximo ficou em R$ 4,30, encontrado em Crateús.

O preço do diesel, atrelado às mudanças no valor final do combustível em decorrência da política de preços praticada pela Petrobras, foi um dos principais motivos que levaram à paralisação dos caminhoneiros em todo o País e que durou cerca de 10 dias. Atendendo às reivindicações dos caminhoneiros e com o objetivo de apaziguar a situação que gerou uma crise de desabastecimento em diversos segmentos, afetando de forma mais intensa o fornecimento de combustível e de alimentos, o Governo Federal prometeu redução de R$ 0,46 nos preços do diesel ao consumidor final.

A baixa no preço deveria ter começado a valer ontem em todos os postos do País, mas em muitos estabelecimentos a situação não condizia com a promessa. Para reduzir os preços do diesel - e segurar a queda por 60 dias -, serão utilizados R$ 9,5 bilhões do orçamento federal, sendo 64% são de uma reserva de contingência que o governo tinha no orçamento, 22% de investimentos que poderiam ser feitos nas estatais e 12% são cortes em despesas.

Diário do Nordeste

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