3 fatores que explicam por que o furacão Florence é ‘assombroso’ e 'extremamente perigoso'

Por: Ipu Online em | 14.9.18 | 0 comentários

Sua intensidade, sua tendência a estacionar e a grande quantidade de pessoas que podem ser afetadas fazem da tempestade um grande motivo de preocupação para as autoridades americanas.

Imagem feita da Estação Espacial Internacional nesta quarta-feira (12) mostra o furacão Florence sobre o Oceano Atlântico — Foto: HO / NASA / AFP
O tamanho do furacão Florence é "assombroso. Poderia cobrir vários estados só com as nuvens. Não é só um evento costeiro".

Esta foi a advertência que deu Ken Graham, diretor do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, sobre a tempestade que se aproxima dos Estados Unidos e deve tocar a terra nesta sexta-feira.

Nos últimos dias, o Florence ganhou força e seus ventos chegaram a atingir 225km/h, alçando-o à categoria 4, apenas uma abaixo do nível máximo. Nesta madrugada, o furacão perdeu fôlego e voltou à categoria 2, com ventos de 175km/hm, mas segue sendo uma ameaça, com potenciais efeitos catastróficos.

Graham não foi o único a se expressar de forma contundente sobre o poder destrutivo do Florence.

"É um monstro", disse o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper. "É enorme e violento."
"Não vimos nada parecido nos últimos 25 ou 30 anos, talvez nunca. É muito grande e muito úmido, uma grande quantidade de água", disse o presidente Trump após se reunir com autoridades do Departamento de Segurança Nacional e da agência de gestão de emergência.

Mais de um milhão e meio de pessoas receberam ordens de evacuação na costa da Virgínia, Carolina do Norte e Carolina do Sul, à medida a tempestade se aproxima.

No entanto, a ameaça também chega ao interior, onde o risco de inundações durará até a semana que vem em alguns lugares do Tennessee, Ohio, Pensilvânia, Maryland e Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington.

Moradores de Wrightsville Beach, na Carolina do Norte, protegem imóveis para a chegada do furacão Florence — Foto: Matt Born/The Star-News via AP, File
Segundo John Johnson, gerente de uma loja em Charleston, Carolina do Sul, as pessoas compraram centenas de baterias, lanternas, lonas de plástico e sacos de areia para se preparar para as chuvas fortes, deixando prateleiras vazias no comércio.

O mesmo aconteceu em postos de gasolina. Algumas ficaram sem combustível por causa da alta demanda de veículos de civis e da administração pública.



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