Número de mortos no sul da Ásia já chega a 69

Por Ipu Online — publicado | 18.9.18 | 0 comentários


Dezenas de pessoas estão desaparecidas após um deslizamento provocado pelo tufão Mangkhut nas Filipinas, onde 65 pessoas já morreram, antes de devastar Hong Kong e provocar uma alerta por inundações e quatro mortos no sul da China, somando 69 no continente asiático. O arquipélago filipino, acostumado a enfrentar violentos tufões, foi o mais afetado.

O balanço de mortos no país chegou a 65, depois que as equipes de emergência encontraram mais corpos em Itogon, cidade da ilha de Luzon, onde aconteceu um gigantesco deslizamento de terra. A tragédia atingiu um abrigo de emergência utilizado por trabalhadores do setor de mineração e sus famílias. Até o momento nenhum sobrevivente foi encontrado, mas as buscas prosseguem, afirmou o prefeito de Itogon, Victorio Palangdan.

As famílias e equipes de resgate escavavam a terra com pás e as próprias mãos, na esperança de encontrar sobreviventes. Mangkhut, considerado o tufão mais forte do ano, destruiu zonas agrícolas do norte de Luzon a apenas um mês da colheita, que representam uma parte importante da produção de arroz e milho do país.

Evacuações
Depois de destruir o norte do arquipélago, a tempestade atravessou o Mar da China Meridional. Seu epicentro passou a uma centena de quilômetros do sul de Hong Kong, e ainda mais perto de Macau.
No domingo à tarde, o tufão tocou o solo no sul da China e provocou duas mortes na província de Guangdong.

As autoridades ordenaram a saída de mais de três milhões de pessoas do sul da China e determinaram que dezenas de milhares barcos de pesca retornassem aos portos antes da chegada do tufão. Em Hong Kong, o governo classificou os danos como "graves e importantes". Mais de 300 pessoas ficaram feridas na passagem do tufão.


Alerta
Na região vizinha de Guangxi, as autoridades emitiram alerta de inundações em razão do risco de cheia de uma dezena de rios, que poderiam provocar enchentes nas próximas 24 horas, segundo a agência Xinhua.

No bairro de Tseung Kwan O (zona leste), a força do mar deslocou as rochas que normalmente conseguem conter as ondas.

A tempestade, acompanhada por rajadas de vento de até 230 km/h, balançou diversos prédios da cidade.

No Parque Victoria, na ilha de Hong Kong, dezenas de árvores estavam no chão.

No território chinês de Macau, pela primeira vez em sua história os 42 cassinos fecharam as portas antes da passagem de um tufão, por ordem das autoridades, muito criticadas em 2017 pela falta de preparação ante a chegada de um tufão.

Os cassinos voltaram a funcionar, ontem, ao mesmo tempo que prosseguiam as ações de limpeza na cidade.

Diário do Nordeste



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