“Polícia investiga agressão contra servidora. Há suspeita de motivação política”

Por Ipu Online — publicado | 12.10.18 | 0 comentários

"Mulher foi espancada em Pernambuco porque estaria usando adesivos e bottons em apoio ao candidato Ciro Gomes e ao movimento #EleNão. Ela registrou boletim de ocorrência"

"Servidora pública disse à polícia que foi agredida em um bar em Recife por estar usando um adesivo da campanha da Ciro Gomes. – Foto: Reprodução/Facebook"
"A Polícia Civil de Pernambuco investiga um ato de violência supostamente causado por motivações políticas que teria acontecido na noite do último domingo (7), em Recife. Três homens e uma mulher são procurados, acusados de lesão corporal grave e ameaça contra a produtora e servidora pública Paula Pinheiro Ramos Pessoa Guerra, 37 anos. Paula relata ter sido espancada por usar adesivos e bottons em apoio ao candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) e ao movimento #EleNão, que faz oposição ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

               
— Fui ao bar, que frequento há muito tempo, para acompanhar a apuração. Gosto muito de política. Antes da confusão, chegamos a conversar com eleitores de Bolsonaro normalmente — contou ela à Folha de S.Paulo.

O grupo discutiu, quando uma mulher começou a agredir a servidora com socos, enquanto os homens que estavam com a agressora impediam que os funcionários do bar e outros clientes interrompessem. O acompanhante de Paula também foi imobilizado.

— Uma mulher que estava com eles se dirigiu a mim, mandou eu levantar e já me deu um murro no rosto. Caí no chão e comecei a ser espancada. Só a mulher me agrediu. Entrei em pânico — disse a vítima.

Ela foi salva por um dos garçons que conseguiu escondê-la na cozinha do estabelecimento até que o grupo acusado de cometer as agressões saísse do local.

— Eu não lembro direito de tudo o que ocorreu porque fui muito agredida — conta.

Paula diz que fraturou o rádio, um osso do antebraço, e teve de passar por cirurgia na noite de domingo. Além disso, ficou com hematomas no rosto. Em um post no Facebook em que compartilhou fotos da amiga agredida, com mais de 10 mil compartilhamentos, Érica Colaço contou, ainda, que houve ameaça com arma: 

"Depois começaram a ameaçar com uma arma, então ela fez um vídeo e me enviou mostrando quem eram, depois disso perdi contato com ela e soube hoje que eles a atacaram covardemente", publicou a amiga.

Nesta quinta-feira (11), Paula foi submetida a exames traumatológicos no Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. A delegada confirma que existem imagens:

— Durante a discussão ela ainda conseguiu filmar os homens, no entanto, a agressora pegou o celular dela e quebrou. Foi um crime de motivação política. As investigações vão continuar no intuito de identificar os acusados e puni-los.

— Vamos prestar toda a assistência a essa vítima e monitorar esse caso para que não volte a se repetir com outras mulheres — disse a secretária da Mulher de Pernambuco, Silvia Cordeiro.

Estadão Conteúdo


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