Tumba alagada de quase 4 mil anos é encontrada no Egito

Por redação Ipu Online | publicado | 19.12.18 | 0 comentários


Uma antiga tumba de quase quatro mil anos foi descoberta totalmente alagada na região de Gebel el-Silsila, próxima ao Rio Nilo, no Egito. De acordo com os arqueólogos, o local serviu como túmulo para cerca de 60 pessoas, porém, as expedições por relíquias antigas continuam já que as escavações foram muito prejudicadas pela grande quantidade de água.

A tumba foi descoberta há quase dois anos e, desde então, a equipe trabalha para encontrar artefatos antigos no local. São duas câmaras preenchidas com água salgada vinda de uma nascente natural. Para escavá-las, os arqueólogos precisam usar bombas que removem uma quantidade de água suficiente para que consigam sentar no chão e mexer na lama em busca de ossos e antiguidades.

"Na verdade, estamos sentados nessa sopa, por assim dizer, de restos humanos", disse John Ward, diretor assistente da missão que é comandada por sua esposa, Maria Nilsson. "Você não pode enxergar o que há na água, então tudo é feito pelo toque."

A região
Gebel el-Silsila fica em uma parte estreita do Rio Nilo, a 65 quilômetros ao norte da cidade de Aswan. Ela foi uma importante pedreira que data da 18ª dinastia do Egito, há cerca de 3,5 mil anos.

Em entrevista ao site Live Science, Ward disse que a equipe não conseguiu acessar uma das câmaras até o momento por causa dos detritos e sedimentos no local. Até agora foram encontrados três sarcófagos: um deles pertencia a uma criança e o segundo, a um bebê. Já o último também parece ter sido feito para uma pessoa jovem, porém, as análises ainda não foram concluídas.

TUMBA DE BEBÊ É ENCONTRADA NO LOCAL (FOTO: GEBEL EL-SILSILA PROJECT, 2018)
Em torno desses sarcófagos estavam os ossos de pelo menos 50 outras pessoas, sendo cerca de dois terços adultos e o restante crianças. “Os restos são confusos por causa da água que flui para o túmulo”, disse Ward. Para o arqueólogo, os efeitos da escavação em meio à grande quantidade de água turva recheada de ossos chega a ser humilhante.

Segundo ele, todos os túmulos em Gebel el-Silsila foram saqueados, então a descoberta — mesmo que alagada — foi de muita sorte.

Um exame dos restos encontrados revelou que muitos dos homens apresentavam ossos quebrados e problemas nas costas, indicando que eles provavelmente trabalhavam nas pedreiras.

As mulheres e crianças localizadas podem ter sido membros de suas famílias. As descobertas indicam ainda que a pedreira em Gebel el-Silsila era uma comunidade próspera e não apenas um acampamento povoado por trabalhadores.

Os pesquisadores continuam a analisar o terceiro sarcófago e a vasculhar as câmaras já encontradas. Além disso, segundo Ward, eles também estão tentando desvendar o motivo pelo qual tantas pessoas foram sepultadas em um só lugar.

GALILEU

Arquivado em:

0 comentários

ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Ipu Online.