Anitta identifica negro inocente como ladrão e é acusada de racismo

Por redação Ipu Online | publicado | 11.3.19 | 0 comentários

Cantora teria visto homem furtando celulares e pediu ajuda da polícia militar, mas depois foi constatado que ele não tinha culpa


Uma atitude de Anitta durante o Carnaval provocou debate sobre a criminalização do corpo negro. No sábado (9), a cantora comandava o Bloco das Poderosas pelas ruas do Rio de Janeiro, quando teria visto lá do alto, um jovem supostamente furtando telefones celulares.

Ela, então, pediu ajuda da Polícia Militar e o suposto criminoso acabou preso. No entanto, horas depois a PM confirmou que o jovem negro foi chamado injustamente de ladrão. Durante depoimento na 5ª DP de Mem de Sá, os policiais perceberam o equívoco. Inocente, ele foi liberado no mesmo instante.

A atitude de Anitta repercutiu mal nas redes sociais. Usuários acusaram a funkeira de racismo ao associar, sem provas substanciais, um homem negro com atos criminosos. Soa familiar?

Anitta acusou um jovem negro de roubo. Ele era inocente

“Alô, polícia. Tem um ladrãozinho aqui no meio. O último que veio aqui para roubar se lascou. Nasci pobre, estou aqui ralando. Ninguém precisa tirar nada de ninguém!”, disse a cantora do alto do trio elétrico.

Anitta levou o sermão para a meritocracia. A carioca destacou a origem pobre e criticou o furto, mesmo sem ter visto o autor. “Eu também não tinha condições de ter minhas coisas e nem por isso ia pegando as de ninguém. Não importa se a gente nasceu…infelizmente se a gente não teve as mesmas oportunidades. A gente tem que ralar mais? Tem! Mas isso não quer dizer que a gente tem que pegar o que é dos outros”, encerrou para o deleite dos presentes.

A situação salta aos olhos pela potência do racismo. Diante de uma multidão de milhões de pessoas, a pele negra se destaca instantaneamente como ameaça. Assim como Anitta, muitos foliões concluem sem delongas que a culpa é do negro. E se não for? Até o momento a funkeira não se pronunciou sobre o assunto ou pediu desculpas.



Teve quem viu diferente. O perfil feminiismo publicou o relato de Lola Ferreira. Ela afirmou que estava trabalhando no Bloco das Poderosas e que não foi Anitta, mas sim os foliões que acusaram o jovem errado de roubo.

“Anitta não interrompeu o bloco para prender o menino. Ele já estava rendido pelos seguranças”. Lola disse que não pretendia defender a cantora. No entanto, segundo ela, “Anitta só parou de cantar porque o menino tava há um tempo rendido sem a PM chegar. A interrupção foi para chamar a PM.

R7

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