Casos de pneumonia tendem a aumentar em períodos de chuva; confira tira-dúvidas

Por redação Ipu Online | publicado | 13.4.19 | 0 comentários


O período chuvoso abre o sinal de alerta sobre as doenças respiratórias, que se tornam ainda mais comuns nessa época do ano. É o caso da asma e da pneumonia, os mais frequentes agravos do trato respiratório durante as chuvas.

De acordo com o pneumologista Ricardo Coelho Reis, presidente da Sociedade Cearense de Pneumologia e Cirurgia Toráxica, é preciso observar os sintomas e procurar atendimento caso haja indicações de infecção mais grave, como febre alta e contínua, prostração e acúmulo de secreção.

Essa atitude permite que a equipe médica possa avaliar os casos e entender se os sintomas são de pneumonia, uma doença que inspira cuidados porque pode evoluir, em casos mais graves, para a morte.

Na última semana, os filhos do cantor Wesley Safadão e Thyane Dantas foram internados em um hospital de Fortaleza com a doença. Dom, de 6 meses, e Ysys, de 4 anos, estiveram em tratamento com antibióticos e foram hospitalizados para acompanhar a evolução da doença, mas já receberam alta.

Abaixo, o pneumologista Ricardo Coelho Reis tira dúvidas sobre a doença e explica as formas de tratamento e prevenção. Confira:

Quais os sintomas da pnemonia?
Conforme o especialista, a doença causa sintomas clássicos como febre, dor no corpo, falta de apetite e indisposição. É preciso estar atento, porém, à tosse com secreção com pus. Por conta dos sintomas comuns, a doença pode ser confundida com uma gripe ou resfriado, mas o pneumologista existem alguns sinais de alerta que diferenciam as duas doenças, como falta de ar, febre alta por muito tempo, respiração baixa e desmaios.

Como diferenciar a pneumonia da asma?
A asma é uma doença menos grave, em razão do baixo potencial de mortlaidade. Isso, segundo o especialista, não quer dizer que são altos o risco de morte por pneumonia, mas eles existem. Pode-se diferenciar as doenças observando os seguintes sintomas: no caso da asma, não há febre e o paciente apresenta falta de ar e "piado" no peito.

Como ocorre a infecção?
Ricardo Coelho Reis diz que a pessoa pode se infectar com pneumonia por meio de vírus e bactérias, o caso mais comum. "A pneumonia depende da agressividade do germe e o estado do sistema de defesa do organismo do paciente", diz o médico.

Como é o tratamento?
Após o diagnóstico de pneumonia, os médicos devem identificar se a infecção foi ocasionado por bactéria ou vírus. Na maioria da infecções, o tratamento é com uso de antibióticos. Sendo viral, os médicos prescrevem antivirais. O tratamento podem precisar ou não de internação.

Quando o paciente pode ser internado para tratar pneumonia?
Nem todos os casos exigem internação. Essa alternativa, segundo o pneumologista, só é aplicada em casos mais graves da doença.

Quais são os grupos de maior atenção?
Crianças com idade menor de dois anos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades (diabetes, doenças no coração e rim, por exemplo), com obesidade mórbida e imunossuprimidas. são esses grupos que, normalmente, evoluem para casos mais graves da doença.

Gripe pode virar pneumonia?
Segundo o pneumologista, o vírus causador da gripe e de algumas viroses podem também causar pneumonia. Não é uma evolução de gripe para a doença, portanto.

Pneumonia é contagiosa?
Não. Conforme Ricardo Coelho Reis, uma pessoa com pneumonia não transmite a doença para outras pessoas.

Como evitar?
No caso da pneumonia, é importante cuidar do estado de saúde do organismo para conseguir manter o equilíbrio do sistema de defesa. Manter boa alimentação e beber água na quantidade ideal são as dicas.

Por que os casos de pneumonia aumentam em períodos chuvosos?
Ricardo Coelho Reis explica que essa é a época do ano com mais infecções virais. Os organismos tendem a estar mais debilitados e suscetíveis à infecções do tipo.

Existe vacina contra pneumonia?
Sim. A vacina pneumocócica é disponível na rede públic apara pessoas com condição especial de saúde, entre elas idosos com mais de 60 anos acamados/hospitalizados; pessoas vivendo com HIV, asma persistente, transplantados, diabéticos, entre outros grupos.

Diário do Nordeste

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