Governo comunista destrói outra Igreja Católica na China

Por redação Ipu Online | publicado | 9.4.19 | 0 comentários


 Na manhã da última quinta-feira (4/4), o governo de Qianyang (Shaanxi), China, destruiu a única paróquia da cidade. Foi necessário apenas um trator para destroçar o edifício de dois andares.

Tudo foi realizado sob olhares vigilantes de um grupo de policiais, narra o padre Bernardo Cervellera, em uma nota distribuída pela AsiaNews, descrevendo a triste cena: mulheres chorando, enquanto vários fiéis olham atônitos como se realiza uma destruição.

A paróquia de Qianyang -explicou o Padre Cervellera- surgiu em uma zona muito pobre de Shaanxi e conta com 2.000 católicos, todos agricultores.

Havia sido construída com as esmolas e espórtulas provenientes de outras comunidades da diocese. O edifício alojava, em seu piso superior, a sala destinada à liturgia; no piso inferior estavam os escritórios e a residência das religiosas, que ofereciam à população indigente ajudas sanitárias, consultas médicas e remédios.

A diocese de Fengxiang, que é dirigida desde 2017 por Dom Lucas Li Jingfeng, tem um caráter especial no panorama eclesial: é a única diocese onde nem os fiéis, nem o bispo estão inscritos na Associação Patriótica, embora tendo um escritório de Assuntos Religiosos.

Desde 2017, o bispo é Dom Pedro Li Huiyuan, de 54 anos. Alguns observadores julgam que a violência contra a paróquia seja um modo de obrigar à diocese aderir aos novos regulamentos religiosos e forçar os sacerdotes a inscrever-se na Associação patriótica.

Outros fiéis acentuam que a célula comunista que preside o governo de Qianyang está constituída por maoístas radicais, para os quais "a religião é uma fantasia que deve ser erradicada".

Água Benta
A igreja de Qianyang é famosa na área: no passado, segundo os fiéis, na paróuia aconteceram alguns milagres com a água benta.

Desde então, muitos vão àquele lugar para receber a água benta, utilizando este sacramental como remédio físico para homens e animais e favorecendo espiritualmente os seres humanos.

Para alguns fiéis, a destruição se deve ao "medo da água benta" por parte dos maoístas.

Gaudium Press

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