Ipuense perde esposa e filho no desabamento dos prédios de Muzema, no Rio de Janeiro

Por redação Ipu Online | publicado | 14.4.19 | 0 comentários


Foram localizadas as duas últimas vítimas fatais decorrentes de uma tragédia ocorrida no Rio de Janeiro, na última semana, por conta do desabamento de dois prédios na favela da Muzema, no Itanhangá. 

O episódio gerou ainda mais comoção, por conta do estado em que os corpos foram encontrados.

Informações oriundas de nossos conterrâneos de Ipu, que moram no Rio de Janeiro, dão conta de que um ipuense perdeu a esposa e o filho no desabamento dos prédios na Muzema, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O ipuense Evangelista Rodrigues da Silva, teve a perda da esposa; a senhora Zenilda Bispo Amorim, 38 anos, e do seu filho Ruan Rodrigues Amorim, 10 anos. Evangelista estava no trabalho e outro filho do casal tinha viajado, a esposa e o filho ficaram no apartamento de um dos prédios que desabaram. 

Os dois foram encontrados pelas equipes de resgate na noite deste sábado (14). Estavam deitados na mesma cama, abraçados debaixo dos escombros.

Ocorre que muitos ipuenses, pessoas da região Noroeste do Ceará, que moram há muito tempo no Rio de Janeiro atraídos pelo que parecia ser um bom negócio, venderam quitinetes, outros bens materiais para comprar apartamentos nesses prédios construídos pelas milícias, e se não foram vítimas dos prédios que desmoronaram, neste momento estão desnorteados, apreensivos, diante do risco iminente e a mercê das milícias.  (Com informações Repórter Francisco José)

Veja a seguir algumas imagens da tragédia que abalou o país


Rosana da Silva, tia da criança, contou em entrevista como foi avisada do ocorrido. Segundo ela, a assistente social que estava cuidando do caso perguntou quem dos presentes era familiar de Ruan.


A mulher então pronunciou-se, e foi informada de que ambos estavam “abraçadinhos, em cima da cama“. “É muita dor“, lamentou a tia da criança.

Uma outra tia de Ruan, Márcia Rodrigues, de 32 anos, também estava acompanhando os trabalhos de resgate desde a última sexta-feira (12), dia em que as duas construções irregulares acabaram desabando.


Em entrevista ao portal O DIA, ela conta que Zenilda foi surpreendida pelo desmoronamento, pouco antes de sair para trabalhar pela manhã.  Em seu relato ela conta que a mulher recebeu um telefonema de sua contratante por volta das 6 horas da manhã, e informou que estaria em seu posto de trabalho por volta das 7 horas e 30 minutos.

Para sua infelicidade, a previsão acabou não se concretizando, em decorrência da tragédia fatal que ceifou a sua vida e a de seu filho.



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