Projeto de lei quer proibir uso de símbolos religiosos no trabalho

Por redação Ipu Online | publicado | 9.4.19 | 0 comentários



Foi apresentado recentemente na cidade canadense de Quebec, um projeto de lei que proíbe os funcionários do governo a expressarem sua fé através do uso de símbolos religiosos durante as horas de trabalho.

De acordo com o autor do projeto, Simon Jolin-Barrete, que também é o ministro da Imigração, Diversidade e Inclusão de Quebec, "o propósito deste projeto de lei é afirmar a laicidade do Estado e especificar os requisitos derivados dele".

Líderes políticos e religiosos criticaram o projeto de lei considerando-o um ato de discriminação e uma afronta à liberdade religiosa. Caso seja aprovada, a lei afetará funcionários que sejam contratados para o setor público, incluindo professores, policiais e juízes, mantendo apenas os atuais funcionários do governo insentos.

O projeto de lei foi apresentado semanas depois de um crucifixo, instalado na prefeitura de Montreal, ter sido retirado durante reformas e não ter sido colocado novamente no lugar.

Segundo o vereador Laurence Lavigne-Lalonde, aquele símbolo cristão não era mais relevante. "O crucifixo foi instalado durante uma era completamente diferente da que vivemos hoje. Agora, vivemos em uma sociedade que evoluiu e é representada por instituições democráticas que devem ser seculares, neutras e abertas a todos os cidadãos", afirmou Lavigne-Lalonde.

A Arquidiocese de Montreal, em resposta à retirada do crucifixo, declarou que ele representa as raízes cristãs do país e não precisa ser eliminado em uma sociedade religiosamente pluralista. "Como um sinal venerado pelos cristãos, o crucifixo continua sendo um símbolo vivo. Simboliza a abertura e o respeito a todos os povos, inclusive a outras comunidades de fé e tradições religiosas, que aderem legitimamente aos seus próprios sinais e símbolos", afirmou o Arcebispo Christian Lépine.

Gaudium Press

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