Crianças encontram cemitério de 5,6 mil anos em parquinho de escola

Por redação Ipu Online | publicado | 30.5.19 | 0 comentários


Alunos de uma escolinha de Saint-Laurent-Médoc, na França, encontraram um cemitério de 5,6 mil anos enquanto brincavam no parquinho. A descoberta aconteceu em 2006, quando as crianças viram o que pareciam ser ossos humano, mas o estudo sobre as escavações foi publicado somente em 2019.

A equipe de arqueólogos escavou 30 ossadas (de 20 adultos e 10 crianças) enterradas em uma cova de apenas 50 centímetros de profundidade. De acordo com uma análise de radiocarbono feita nos dentes descobertos, os corpos diferem 2 mil anos em idade. "Agora sabemos que as pessoas estavam realmente voltando para este local e enterrando seus corpos lá de novo e de novo, do Neolítico à Idade do Ferro", contou Hannah James, membro da pesquisa, em comunicado.  "Estamos olhando para os restos de 3600 a.C., até por volta de 1250 a.C."

Os especialistas estranharam o local escolhido como cemitério porque não estava em uma área particularmente óbvia ou de prestigiada. "Não é uma colina ou um local óbvio, então há algo mais sobre esse sítio que levou as pessoas a voltar e usá-lo", afirmou James.

Parte da escola foi construída em cima do cemitério (fotos: Université de Bordeaux)
A equipe também pôde descobrir a alimentação que era levada por aquelas pessoas por meio de análise de isótpos. De acordo com James, todos os indivíduos examinados comiam alimentos advindos da terra, e não pescavam nas proximidades. Em particular, um indivíduo parece ter nascido em um local de clima mais frio e fora transportado para o cemitério após a morte.

Além disso, os arqueólogos encontraram metais, cerâmica e ossos de animais no local, o que dificultou a identificação dos restos humanos. "Todos os restos do esqueleto estão misturados e estamos lidando com minúsculos fragmentos de ossos", disse James. Para os especialistas, o número real de pessoas enterradas na área pode ser muito maior.

Arqueólogos encontraram dentes de pelo menos 30 pessoas diferentes (fotos: Université de Bordeaux)
Revista Galileu

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