Bomba da 2ª Guerra Mundial encontrada em Fortaleza poderia romper blindagem de tanque

Por redação Ipu Online | publicado | 4.7.19 | 0 comentários


A bomba da 2ª Guerra Mundial encontrada por um mergulhador no mar de Fortaleza, tem um alto potencial explosivo. O artefato poderia abater um avião ou romper a blindagem de um tanque de guerra, mas especialistas apontam que o mais provável seria o uso por canhões em terra para proteger a costa de navios inimigos.

O alcance aproximado da bomba, apontada como do período da Segunda Guerra Mundial, a partir do lançamento, é de um alvo até 11 quilômetros, podendo atingir um raio de 30 metros. Ela foi encontrada na tarde do último domingo (30) no mar a quatro quilômetros da Praia de Iracema. O Sistema Verdes Mares divulgou, com exclusividade, o achado da bomba pelo mergulhador Oscar Moreira e acompanhou a entrega do artefato, nesta quarta-feira (3), à Capitania dos Portos, em Fortaleza.

Foto: Camila Lima
Embora esclarecendo não ter como afirmar categoricamente qual tipo de munição seja, o arqueólogo pernambucano Carlos Rios, oficial de reserva da Marinha do Brasil, viu imagens do material e ressaltou o risco de explosão da bomba após a retirada do mar.

“Ela pode ter passado muito tempo na água, sob uma pressão diferente da superfície. A água salgada pode ter entrado e corroído internamente, o que pode aumentar ainda mais a instabilidade da granada”, afirma Carlos, que também é mergulhador e especialista em biologia marinha.

Foto: Camila Lima
“Até mesmo uma vibração externa pode ser capaz de detonar, então é necessário todo um cuidado, que um especialista em explosivos do Exército certamente terá com esse material”. Carlos aponta para a possibilidade de ser um tipo específico de granada, usada pelas Forças Armadas, inclusive, em exercícios de Guerra. 

“Me parece que é uma granada de 105 milímetros. Observando pela fotografia, vejo que na ponta existe uma espoleta que vai acionar um detonador, que por sua vez vai incendiar a carga explosiva, fragmentar em vários pedaços”. Carlos não acredita que a bomba tivesse como finalidade primeira o espaço aéreo, por não ser uma munição mais apropriada para abater aviões, por exemplo, mas direcionada a navios inimigos ou submarinos na superfície da água.

Essa munição, portanto, no contexto da 2ª Guerra Mundial, deveria ser usada para proteger o espaço aéreo e a costa cearense. “Se for peça única, não acho muito provável que tenha caído de uma embarcação, geralmente algo feito para aliviar o peso. Então pode ser de exercício de guerra ou mesmo numa ação que, com a gente diz na Marinha, é ampliar poder sobre o mar”.

Esse tipo de material aqui no Brasil seria normalmente de origem americana, em termos de período da segunda guerra mundial, os países que estavam no nosso eixo, Brasil,como Estados Unidos e Canadá. Mas também foi utilizado por Coréia, Vietnã, Iraque, Japão, Alemanha.

Diário do Nordeste




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