Sob protestos do Egito, busto de Tutancâmon é leiloado por R$ 22 milhões em Londres

Por redação Ipu Online | publicado | 6.7.19 | 0 comentários


Um busto de 3 mil anos de antiguidade que representa o jovem faraó egípcio Tutancâmon foi leiloado nesta quinta-feira (4) em Londres por US$ 6 milhões, cerca de R$ 22, 8 milhões, apesar dos protestos por parte do governo egípcio.

A casa de leilões Christie's vendeu a relíquia de quartzito, de 28,5 centímetros de altura em uma de suas vendas mais polêmicas em muitos anos. Não foi fornecida nenhuma informação sobre o comprador.

O arqueólogo egípcio e ex-ministro das Antiguidades Zahi Hawass considera que a obra "saiu do Egito nos anos 1970 porque nessa época outros objetos antigos da mesma natureza foram roubados do Templo de Karnak", em Luxor.

— A Christie's não sabe nos dizer quando foi roubado e os proprietários forneceram informações falsas — afirmou depois que o Executivo do Cairo pediu, em junho, que a casa de leilões cancelasse a venda desta peça e de outros objetos do antigo Egito.

A polêmica se enquadra em debate de longa data sobre o retorno das obras de arte a seus países de origem, como ilustrado na questão dos frisos do Partenon conservados no Museu Britânico de Londres e reivindicados por Atenas durante décadas.

O faraó egípcio mais famoso da História
Os ministérios das Relações Exteriores e das Antiguidades egípcios lamentaram em um comunicado que a Christie's organizou na quarta-feira (3) uma primeira venda de objetos egípcios apesar das "legítimas reclamações egípcias das últimas semanas", relativas, entre outras coisas, à obtenção de certificados de aquisição das obras.

Antes dos leilões, a embaixada do Egito no Reino Unido lamentou "que a sala de vendas tenha previsto realizar um novo leilão de artesanatos egípcios, entre eles o busto de Tutancâmon, sem garantir (a obtenção) de documentos" necessários para a venda.

Coroado por volta do ano 1333 a.C., Tutancâmon é o faraó egípcio mais famoso da História devido à incrível descoberta de sua tumba, intacta, no Vale dos Reis em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter e seu rico mecenas Lord Carnarvon.

Filho do faraó Akhenaton, marido da lendária rainha Nefertiti, o "menino faraó" chegou ao poder aos nove anos de idade e morreu dez anos depois de malária combinada com uma doença óssea.

GaúchaZH

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