Família de cearense que morreu na Suíça faz campanha para trazer o corpo da mulher para Fortaleza

Por redação Ipu Online | publicado | 3.10.19 | 0 comentários


Envolta em questionamentos, a morte da cearense Neurilene da Silva Moura, 41, que aconteceu na Suíça, onde ela morava com o marido, trouxe sofrimento para familiares e amigos que iniciaram uma campanha virtual para arrecadar dinheiro para o traslado do corpo para Fortaleza.

Neurilene morreu no último dia de 15 de setembro na cidade suíça de Bulle, onde residia desde o último dia 2 de julho com o marido Christophe Sulger, 52 anos, com quem casou em Fortaleza no dia de 28 de dezembro de 2018. Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, a irmã da mulher afirma não saber o que aconteceu.

"Não deram nenhum esclarecimento sobre a morte. A gente não tem nenhuma informação. Só disseram que o esposo dela está sob custódia da Polícia suíça para investigação. Isso deixa a gente muito mais preocupado porque a gente fica sem saber nada", relata Neuliane da Silva Moura, 45. 

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), o caso está sendo investigado. "O Consulado do Brasil em Genebra acompanha o caso e presta assistência consular cabível", diz a nota do órgão, responsável por entrar em contato com a família para intermediar informações conseguidas pela Divisão de Assistência Consular.

Mistério
Segundo o que foi repassado a Neuliane, as autoridades suíças prometaram enviar um laudo pericial sobre a causa da morte da irmã, mas até esta quarta-feira (2), 17 dias depois do falecimento, a família ainda não recebeu nada.

"Já procuramos todas as autoridades, orgãos federais e tudo que já podíamos fazer. Procuramos também a Defensoria Pública caso precisemos de apoio judicial. Realmente não sabemos nada sobre como ela morreu", desabafa. A reportagem solicitou mais detalhes sobre o caso para o Itamaraty mas o órgão disse que mais informações não seriam repassadas em respeito à privacidade dos envolvidos.

A única pessoa que morava com Neurilene era o marido. Ele também não fez nenhum contato com os familiares. "Ele veio três vezes ao Brasil e todas as vezes nós tivemos contato. Para nós, ele mostrava ser um cara calado, falava pouco, até por conta da língua, mas a gente conversava". Neurilene conheceu o suíço no Carnaval de 2017 na Praia de Canoa Quebrada.

Surpresa
Neuliane conta que a irmã realizava chamadas de vídeo de duas a três vezes por dia com a família. A filha da cearense foi a última a ter notícias dela, um dia antes da morte. "Ela disse para a minha sobrinha 'vou limpar umas coisas, tomar um banho, e falo já com você'. Depois disso, mais nenhuma notícia. Ela costumava fazer chamada de vídeo com a gente de duas a três vezes por dia", afirma.

Quando ficaram sabendo da morte, no dia 17 de setembro, Neuliane conta que todos entraram em choque."Ela era uma pessoa muito alegre, com muita saúde e que gostava muito de viver. Nossa mãe tem 78 anos e tem problemas de diabetes e hipertensão. Na hora que ela soube tivemos que levar ela para o hospital. Fiquei com medo de perder minha mãe também", finaliza.

Diário do Nordeste

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