Arqueólogos encontram “chapéus de cone” em múmias do Egito

Por redação Ipu Online » publicado | 18.12.19 | 0 comentários

Diversas artes egípcias feitas entre 1550 a.C. e 30 a.C. mostram pessoas usando algo parecido com chapéus em formato de cones. Como nenhum exemplo desses objetos havia sido encontrado, arqueólogos se perguntavam se eles realmente existiram ou se eram apenas um elemento artístico.

Corpo de individuo do sexo feminino foi encontrado com chapéu de cone (Foto: Divulgação/Amarna Project)
Mas agora, em um novo estudo publicado na revista Antiquity, pesquisadores revelaram que dois "cones de cabeça", feitos de cera, foram descobertos nos crânios de dois indivíduos enterrados há 3,3 mil anos na região de Amarna, no Egito.

O verdadeiro objetivo de usar os cones ainda é um mistério para os especialistas. Nas representações artísticas, os objetos costumam ser usados ​​por convidados (mulheres e homens) em cenas de banquetes, como as de homenagem aos mortos. As artes também mostram pessoas usando cones enquanto caçam, pescam, tocam música ou participam de um parto.

Representações de antigos egípcios com chapéus de cone (Foto: Divulgação)
Uma das hipóteses é que o chapéu seria feito com uma substância aromática que, ao ser derretida, perfumava e limpava os cabelos e corpo. Mas essa possibilidade perdeu força, visto que os cones são feitos de cera de abelha e nenhum perfume foi detectado nos testes — mas os cientistas observaram que qualquer perfume poderia ter evaporado completamente depois de tantos anos.

Um dos restos mortais, encontrados em 2010, pertece a uma mulher que morreu quando tinha entre 20 e 29 anos de idade. Os pesquisadores descreveram que ela tinha tranças longas e grossas com muitos cachos e com o cone "colocado no topo da cabeça sobre os cabelos bem preservados".

Os arqueólogos não conseguiram identificar o sexo da outra pessoa enterrada com um cone, que tinha entre 15 e 20 anos de idade quando morreu. O indivíduo não tinha tranças e provavelmente teve o seu túmulo roubado.

Nenhum deles deve ter sido rico, pois uma avaliação dos ossos sugeriu que ambos faziam esforço intensivo em trabalho e sofreram com a falta de alimentação adequada. Uma possibilidade é que eles tinham problemas de fertilidade e que os cones deveriam tratar a questão na vida após a morte.

Revista Galileu

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