Hospital nega morte de médico punido por alerta sobre coronavírus

Por redação Ipu Online » publicado em | 6.2.20 | 0 comentários


O Hospital Central de Wuhan negou a informação de que o médico Li Wenliang — acusado pelas autoridades chinesas de espalhar boatos ao alertar colegas sobre o novo coronavírus — tenha morrido.

Em nota publicada na rede social Weibo, a instituição afirma que "na luta contra a epidemia de pneumonia da nova infecção por coronavírus, o oftalmologista do nosso hospital, Li Wenliang, infelizmente foi infectado. Ele está atualmente em estado crítico e estamos fazendo o possível para ressuscitá-lo".

Veículos de imprensa chineses haviam noticiado mais cedo a morte do médico. Inclusive, o diretor do programa de emergências em saúde da OMS (Organização Mundial da Saúde), Mike Ryan, lamentou a morte.

O jornal South China Morning Post, de Hong Kong, fala em relatos conflitantes sobre o estado do médico, inclusive de que ele teria recebido um tratamento chamado de ECMO (oxigenação por membrana extracorporal), uma espécie de pulmão artificial.

Li recebeu uma visita de agentes da polícia chinesa após compartilhar uma mensagem com colegas médicos do Hospital Central de Wuhan, no fim de dezembro, em que alertava sobre o novo vírus, ainda desconhecido, mas muito parecido com outro que afetou a China, o SARS.

O oftalmologista dizia aos médicos para que usassem a proteção necessária, algo que até aquele momento não era recomendado pelo governo. Ele foi acusado de espalhar notícias falsas e causar pânico.

Ele foi obrigado a assinar uma carta, sob ameaça de que se falasse novamente sobre a doença seria levado à justiça.

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